Diretor de X-Men negocia assumir o filme da guerreira Red Sonja
Após ser demitido em meio às filmagens de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer negocia retomar sua carreira com uma volta às adaptações de quadrinhos. Segundo a revista The Hollywood Reporter, ele está conversando com o estúdio Millennium para dirigir “Red Sonja”. Singer foi afastado da direção do filme do Queen por ter sumido da produção no final do ano passado. Na época, o THR apurou que o sumiço estaria relacionado a problemas de bastidores entre o cineasta e o ator Rami Malek (da série “Mr. Robot”), que interpreta o cantor Freddie Mercury. Boatos citados mencionaram discussões acaloradas, com Singer jogando objetos longe. Isto teria acontecido após Malek cobrar profissionalismo do diretor, que vinha chegando tarde e faltando aos compromissos das filmagens. Tanto que o diretor de fotografia Newton Thomas Sigel chegou a assumir a direção em alguns dias. Oficialmente, Singer justificou seu comportamento com a informação de que “precisava colocar temporariamente minha saúde e saúde dos meus entes queridos em primeiro lugar”. Ele teria pedido um tempo para a Fox no fim do ano para lidar com doença de um de seus pais. Mas o estúdio não concedeu. Em vez disso, emitiu uma nota concisa, dizendo: “Bryan Singer não é mais o diretor de ‘Bohemian Rhapsody'”. Ele foi substituído por Dexter Fletcher (que atualmente filma “Rocketman”, sobre o cantor Elton John), que finalizou as filmagens, mas não ganhará créditos no longa. Na mesma época, Singer também viu retornarem acusações de abusos de menores, resgatadas pelo movimento #MeToo. Mas as queixas não evoluíram. Teorias de conspiração podem juntar o sumiço do diretor com o sumiço das denúncias. Responsável pelo sucesso dos filmes dos “X-Men”, Singer pode agora iniciar uma nova franquia baseada em quadrinhos. O filme se tornou prioridade da Millennium após o sucesso de “Mulher-Maravilha” nos cinemas. Apesar das aventuras da guerreira se passarem no mesmo universo hiboriano de Conan, a personagem não é uma criação literária de Robert E. Howard, o autor de Conan. Red Sonja foi criada pelo escritor e editor Roy Thomas, o substituto de Stan Lee na Marvel, como coadjuvante de uma história em quadrinhos de “Conan”, desenhada por Barry Windsor-Smith em 1973. Thomas se inspirou em diferentes personagens femininas de Howard – como a pirata Red Sonya de Rogatino – , mas sua criação é original e também teve grande contribuição do espanhol Esteban Maroto, que mais tarde desenhou o famoso biquíni de metal vestido pela heroína. Sua história pode ser resumida com o texto usado por Roy Thomas para introduzi-la nos anos 1970: “Cerca de 12 mil anos atrás, nos mesmos dias em que Conan da Ciméria caminhava sobre a Terra, surgiu Sonja, a Guerreira Hirkaniana de cabelos cor de fogo. Forçada a abandonar sua nação por ter assassinado um rei, ela fugiu para o leste… Onde tornou sua espada uma lenda e imortalizou seu nome em todos os reinos hiborianos”. Os leitores se apaixonaram e ela acabou promovida a protagonista de sua própria revista, que durou de 1975 a 1986. Neste período, Sonja também ganhou seu primeiro filme, “Guerreiros de Fogo” (Red Sonja) de 1985, vivida por Brigitte Nielsen. Uma personagem com o mesmo nome voltou aos quadrinhos em 2005, editada pela Dynamite Comics. Mas não é a mesma heroína e sim uma parente distante da Red Sonja original. O projeto de refilmar Red Sonja começou a tomar corpo por volta dessa época, em 2008, quando o cineasta Robert Rodriguez (“Sin City”) escalou sua então namorada Rose McGowan (“Planeta Terror”) como a guerreira. Ilustrações da atriz no biquíni de bolinhas metálicas chegaram a ser divulgadas numa Comic-Con, mas o casal brigou e McGowan virou bruxa, literalmente, em “Conan, o Bárbaro” (2011). Rodriguez tentou manter o filme em pé, com Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”) no papel principal. Mas a Millennium preferiu recomeçar do zero, contratando Simon West (“Lara Croft: Tomb Raider”) como diretor e Amber Heard (“3 Dias para Matar”) como Sonja. Os planos previam começar as filmagens logo após o lançamento de “Conan”, estrelado por Jason Momoa, mas não contavam com o fracasso daquele filme, que fulminou a produção. Uma ironia é que, seis anos depois, Amber Heard e Jason Momoa foram fazer par em “Liga da Justiça”. Quem está escrevendo a nova versão do roteiro é Ashley Miller, de “Thor” e “X-Men: Primeira Classe”. Fontes dizem que a Millennium está disposta a investir em Singer como diretor, apesar dos problemas que cercam o cineasta. Fontes ouvidas pelo THR garantem que “nenhuma das alegações contra ele parece ter mérito”. Singer também foi demitido por sua agência, a WME, no início deste ano e tem negociado o acordo para filmar “Red Sonja” com a ajuda de seu advogado. A Millennium não quis fazer comentários.
Roteirista de Thor vai adaptar os quadrinhos de Red Sonja
Em desenvolvimento há uma década, o novo filme da guerreira Red Sonja vai chegar, ao menos, no papel. A Millennium Films contratou o roteirista Ashley Miller, de “Thor” e “X-Men: Primeira Classe”, para escrever a adaptação da personagem dos quadrinhos. O site Deadline, que deu a notícia, afirma que o filme se tornou prioridade no estúdio após o sucesso de “Mulher-Maravilha” nos cinemas. Apesar disso, ainda não há data prevista para o começo da produção. Apesar de suas aventuras se passarem no mesmo universo hiboriano de Conan, a personagem não é uma criação literária de Robert E. Howard, o autor de Conan. Red Sonja foi criada pelo escritor e editor Roy Thomas, o substituto de Stan Lee na Marvel, como coadjuvante de uma história em quadrinhos de “Conan”, desenhada por Barry Windsor-Smith em 1973. Thomas se inspirou em diferentes personagens femininas de Howard – como a pirata Red Sonya de Rogatino – , mas o famoso biquíni de metal, que marcou a sensualidade da heroína, só surgiu a partir de uma ilustração do espanhol Esteban Maroto pouco tempo depois. Sua história pode ser resumida com o texto usado por Roy Thomas para introduzi-la nos anos 1970: “Cerca de 12 mil anos atrás, nos mesmos dias em que Conan da Ciméria caminhava sobre a Terra, surgiu Sonja, a Guerreira Hirkaniana de cabelos cor de fogo. Forçada a abandonar sua nação por ter assassinado um rei, ela fugiu para o leste… Onde tornou sua espada uma lenda e imortalizou seu nome em todos os reinos hiborianos”. Os leitores se apaixonaram e ela acabou promovida a protagonista de sua própria revista, entre 1975 e 1986. Neste período, ela também ganhou seu primeiro filme, “Guerreiros de Fogo” (Red Sonja) de 1985, vivida por Brigitte Nielsen. Uma personagem com o mesmo nome voltou aos quadrinhos em 2005, mas só em 2010 passou a ter publicações mais periódica, editada pela Dynamite Comics. O detalhe é que seria uma parente distante da Red Sonja original. O projeto de refilmar a heroína começou a tomar corpo por volta dessa época, em 2008, quando o cineasta Robert Rodriguez (“Sin City”) escalou sua então namorada Rose McGowan (“Planeta Terror”) como a guerreira. Ilustrações da atriz no biquíni de bolinhas metálicas chegaram a ser divulgadas numa Comic-Con, mas o casal brigou e McGowan virou bruxa, literalmente, em “Conan, o Bárbaro” (2011). Rodriguez tentou manter o filme em pé, com Megan Fox (“As Tartarugas Ninja”) no papel principal. Mas a Millennium preferiu recomeçar do zero, contratando Simon West (“Lara Croft: Tomb Raider”) como diretor e Amber Heard (“3 Dias para Matar”) como Sonja. Os planos previam começar as filmagens logo após o lançamento de “Conan”, mas não contavam com o fracasso deste filme, que fulminou a produção. Uma ironia é que, seis anos depois, Amber Heard e Jason Momoa foram se encontrar em “Liga da Justiça”. Em depoimento ao Deadline, Ashley Miller falou sobre como pretende retratar a personagem e seu mundo. “É uma excelente oportunidade para adaptar fielmente o incrível mundo hiboriano que Robert E. Howard criou, e injetá-lo com a inteligência, a ferocidade e a humanidade destemida de Sonja”, disse ele. “Eu quero que as pessoas amem Sonja do jeito que eu a amo, e saiam do cinema entendendo porque ela é tão popular e duradoura. Sonja é um ícone.
Amazon desenvolve série de Conan, o Bárbaro com diretor de Game of Thrones
A Amazon está desenvolvendo uma nova série de “Conan, o Bárbaro” com o roteirista Ryan Condal (criador de “Colony”) e o diretor Miguel Sapochnik (responsável pela espetacular batalha dos bastardos de “Game of Thrones”). Condal assina os roteiros, pretendo narrar a história de Conan de forma mais fiel possível às suas origens literárias, acompanhando as andanças do guerreiro criado pelo escritor Robert E. Howard por um mundo misterioso e traiçoeiro, repleto de magos, monstros, beldades e ladrões. Sapochnik dirigirá os episódios, além de coproduzir com Condal e Warren Littlefield (produtor de “The Handmaid’s Tale”). O projeto também tem produção da Pathfinder Media e da Endeavor Content, e se alinha ao novo perfil de séries buscado pela Amazon – um “novo ‘Game of Thrones'”. Em comunicado, Condal admitiu que Conan é uma obsessão pessoal e Sapochnik se declarou um fã de longa data do personagem criado por Howard em 1932 em uma série de histórias de fantasia publicadas na revista pulp “Weird Tales”. O personagem já teve diversas adaptações nas telas. As mais famosas foram os longas estrelados por Arnold Schwarzenegger em 1982 e 1984. O ator pretendia voltar ao personagem num filme sobre a fase “Conan Rei”, retratando o final da vida do cimério, mas este projeto não foi adiante. Conan também virou série em 1997, vivido por Ralf Möller, e voltou ao cinema em 2011, interpretado por Jason Momoa.

