John Boyega vira herói da resistência real após discurso poderoso contra racismo
O ator John Boyega, líder da resistência na franquia “Star Wars”, fez um discurso poderoso e emocionante diante de milhares de pessoas no Hyde Park, em Londres, como parte dos protestos internacionais contra o racismo estrutural, que surgiram como reação ao assassinato de George Floyd por policias brancos em 25 de maio, nos EUA. Vídeos do ator falando para a multidão viralizaram nas redes sociais, onde é possível vê-lo falando com toda a força de seus pulmões, expressando raiva e dizendo que poderia estar acabando com a própria carreira ao se manifestar daquela forma. Mas o caso não podia ser mais diferente. O perfil oficial de “Star Wars” o chamou de “herói”, a produtora Blumhouse fez coro e vários cineastas, entre eles Jordan Peele (“Corra!”) e Mike Flanagan (“Doutor Sono”), além do showrunner Charlie Brooker (criador de “Black Mirror”), lhe transmitiram apoio, sugerindo que ele estava “garantido” e não precisava se preocupar em ficar desempregado. “Vidas negras sempre importaram. Nós sempre fomos importantes. Nós sempre significamos algo. Nós sempre vencemos, apesar das dificuldades”, declarou o ator em um megafone. “Nós [manifestantes] somos a representação física do nosso apoio a George Floyd”, continuou. “Estou falando com vocês do meu coração. Olha, eu não sei se vou ter uma carreira depois disso, mas f***-se. F***-se **** ****, f***-se a ******. Isso é mais vital”, proclamou o ator, listando os nomes de homens e mulheres negros mortos pela polícia nos últimos anos, com destaque para britânicos. “Eu preciso que vocês entendam o quão dolorosa essa m**** é.” “Hoje trata-se de pessoas inocentes que estavam no meio de seu processo [de vida]”, Boyega continuou, enquanto lutava contra as lágrimas. “Não sabemos o que George Floyd poderia ter conquistado, não sabemos o que Sandra Bland poderia ter conseguido, mas hoje vamos garantir que esse pensamento não seja estranho para nossos jovens”, afirmou o ator. “Toda pessoa negra aqui se lembra de quando outra pessoa te lembrou que você era negro… Preciso que você entenda o quão doloroso isso é. Preciso que você entenda quão doloroso é ser lembrado todos os dias de que sua raça não significa nada”, continuou Boyega. Após uma pausa para conter o choro, ele pediu para os homens negros cuidarem melhor de suas mulheres. “Elas são o nosso coração, elas são o nosso futuro. Não podemos demonizar nossos semelhantes, nós somos os pilares da família”, disse. “Imaginem isso: uma nação que é construída com famílias que estão se desenvolvendo, que são saudáveis, que se comunicam, que criam seus filhos com amor, que têm maiores chances de se tornarem seres humanos melhores, e é isso o que precisamos criar”, declarou. Poucas horas depois, num tuíte do feed oficial da conta de “Star Wars”, a Lucasfilm definiu o intérprete de Finn como um “herói”. “A LucasFilm está com John Boyega”, dizia o texto da mensagem que citou frases que ele proferiu, incluiu um link para o vídeo do discurso completo, expressou apoio ao movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) e concluiu dizendo: “John Boyega, você é nosso herói”. Ele recebeu várias outras mensagens de apoio ao longo do dia. Mas foi um anônimo que melhor definiu o impacto de seu discurso. “John Boyega não precisa de ‘Star Wars’ para ser um general da rebelião”, escreveu um perfil do Twitter dedicado ao famdom de “Star Wars”. We stand with and support you, @JohnBoyega. View his full speech: https://t.co/Goxb5y2wrK pic.twitter.com/ZvE0t5tRPY — Star Wars (@starwars) June 3, 2020 We hear you. We see you. We're with you @JohnBoyega #RealLifeHero #BlackLivesMatterhttps://t.co/c5TncuX9Ow — Blumhouse (@blumhouse) June 3, 2020 We got you, John. https://t.co/oX7Rr52omx — Jordan Peele (@JordanPeele) June 3, 2020 I would work with John Boyega anytime, and I’d consider myself lucky to do so. https://t.co/l3eRnpsXUv — Mike Flanagan (@flanaganfilm) June 4, 2020 I would work with John Boyega and I urge other Non-Black creators to affirm that they have his back as well. https://t.co/SqXgmIS5aR — Matthew A. Cherry (@MatthewACherry) June 3, 2020 I would crawl through a barrel of broken glass to have John Boyega even so much as *glance* at one of my scripts. https://t.co/0bcLeldaEg — Charlie Brooker (@charltonbrooker) June 3, 2020 John Boyega doesn't need Star Wars in order to be a resistance general. pic.twitter.com/5z7jMBbX9o — Everything Star Wars (@EverythingSW66) June 3, 2020
Lovecraft Country: Série de terror do diretor de Corra! ganha novo trailer legendado
A HBO divulgou um novo trailer legendado de “Lovecraft Country”, série sobrenatural produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra” e “Nós”), que combina drama de época, crítica social e fantasmas. Graças aos protestos antirracistas que sacodem os EUA, a temática da produção, que retrata o auge do racismo americano, acabou se tornando mais atual que nunca. Baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado em março no Brasil como “Território Lovecraft”), “Lovecraft Country” se passa nos anos 1950 e acompanha Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, e tentam sobreviver a tudo isso. O elenco destaca Jonathan Majors (“Hostis”) como Atticus, Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”) como Letitia e Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”) no papel do tio George. Os coadjuvantes incluem Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”), Michael Kenneth Williams (“Olhos que Condenam”), Jamie Chung (“The Gifted”), Jordan Patrick Smith (“Vikings”) e a top model Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele, que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criador da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Para completar, contou com episódios dirigidos por outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). A série estreia em agosto, inclusive no Brasil, em dia ainda não divulgado.
Diretor da HBO Max diz que não vai “refazer todos os filmes” após “Snyder Cut” da Liga da Justiça
Com a oficialização da produção do “Snyder Cut”, versão de “Liga da Justiça” reeditada pelo diretor Zack Snyder para lançamento na HBO Max, campanhas por novas versões de filmes que foram mutilados, na fase de edição, por seus produtores, tomaram conta das redes sociais. Mas em uma entrevista para o site The Verge, o chefe da HBO Max, Tony Goncalves, afirmou que não há planos para outros projetos similares, pelo menos em sua plataforma. “Isto definitivamente não é um precedente”, explicou Goncalves, jogando areia na campanha do “Ayer Cut”, a versão de “Esquadrão Suicida” do diretor David Ayer. Mesmo assim, ele faz uma ressalva. “Consumidores falam e nós, como uma indústria, precisamos ouvir”, afirmou. E continuou: “Acho que, quando se fala de conteúdo, o consumidor nunca teve tanta escolha, tanta voz. Mas isso não significa que vamos investir dinheiro em todos os fandoms que existem. Mas acho que há uma referência nos fandoms de ‘Friends’ e ‘Liga da Justiça’, que tem o consumidor falando, e temos que ouvir” O executivo reforça, entretanto, que o caso de “Liga da Justiça” é único. “Isso não significa que vamos investir nossos dólares em todos os fãs que existem”, declarou. “Isso não significa que vamos refazer todos os filmes já feitos. Mas acho que definitivamente temos que ouvir. E acho que ouvimos.” Anteriormente, a Warner já tinha refeito, com grande sucesso, o clássico sci-fi “Blade Runner” (1982), que também tinha sido mutilado pelos executivos do estúdio na época de seu lançamento. Uma versão chamada de “do diretor”, mas sem aval de Ridley Scott, foi lançada em VHS em 1992, e uma oficial, assinada por Scott, chegou ao Blu-ray em 2007.
Lea Michele pede desculpas a ex-colegas de Glee e jura que será “uma pessoa melhor”
Após dois dias de repercussão negativa, a atriz Lea Michele finalmente se manifestou a respeito das acusações de ex-colegas de “Glee” sobre seu comportamento nos bastidores da produção. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Samantha Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário se multiplicou em retuítes e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto. Enquanto se manteve em silêncio, Lea Michele perdeu um contrato de publicidade. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Agora, ela publicou um mea-culpa no Instagram, assumindo ter agido “de modos que machucaram outras pessoas” e, depois de ouvir com atenção todas as críticas, jura que vai “ser uma pessoa melhor no futuro”, começando com um pedido de desculpas. “Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos”, ponderou, lembrando que tem feito esforço para melhorar porque vai se “tornar mãe em alguns meses”. Leia o texto na íntegra: “Uma das lições mais importantes das últimas semanas é que todos nós precisamos de um tempo para ouvir e entender as perspectivas das outras pessoas, e perceber o papel que nós tivemos, para ajudar a tratar as injustiças que elas encararam. Quando eu tuitei no outro dia, era para ser um apoio aos nossos amigos, vizinhos e comunidades não-caucasianas durante este momento difícil, mas as respostas que eu tive também me fizeram focar especificamente no meu próprio comportamento com colegas de elenco, e como ele foi percebido por eles. Apesar de não lembrar das declarações específicas, e eu nunca julguei pessoas por seu histórico ou cor de pele, este não é o ponto. O que importa é que eu claramente agi de modos que machucaram outras pessoas. Se foi minha posição privilegiada e perspectiva que colaboraram para que eu fosse percebida como insensível ou inapropriada em certos momentos, ou se foi só minha imaturidade e o fato de eu ser desnecessariamente difícil, eu peço desculpas pelo meu comportamento e qualquer dor que eu possa ter causado. Todos podemos crescer e mudar e eu definitivamente usei os últimos meses para refletir sobre os meus próprios defeitos. Eu vou me tornar uma mãe em alguns meses e sei que eu preciso continuar a melhorar e assumir responsabilidade por minhas ações para que eu possa ser um modelo para meu filho e passar lições e erros para que ele possa aprender. Eu ouvi as críticas, estou aprendendo, e apesar de estar arrependida, eu vou ser uma pessoa melhor no futuro por causa desta experiência.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lea Michele (@leamichele) em 3 de Jun, 2020 às 4:03 PDT
Mary Pat Gleason (1950 – 2020)
A veterana atriz e roteirista Mary Pat Gleason, que integrou a série “Mom”, morreu na terça (2/9), aos 70 anos, vítima de câncer. A atriz começou sua carreira em 1982, com uma aparição num episódio da novela diurna “Texas”. Quatro anos depois, ela ganhou um Emmy por outra novela, mas como parte da equipe de roteiristas de “Guiding Light”, que durou impressionantes 72 temporadas no rádio e na TV, antes de ser cancelada em 2009. Gleason também interpretou uma personagem na atração. Mas os espectadores lembrarão mais da atriz por seu papel recorrente em “Mom”, como Mary, uma integrante do AA (Alcoólatras Anônimos) frequentemente interrompida por Bonnie (Allison Janney) ao tentar compartilhar seus problemas com o grupo. As anedotas da personagem tendiam a ser bizarras, muitas vezes assustadoras, e ela acabou morrendo de um aneurisma cerebral durante uma reunião na 7ª e mais recente temporada do programa. Gleason ainda apareceu em episódios recentes de outras séries, como “Will & Grace”, “The Blacklist”, “Life in Pieces”, “American Housewife”, “WTF 101” e do revival de “Gilmore Girls” na Netflix. Mas suas participações especiais cobrem desde a época da “Murphy Brown” original e de “Três É Demais” (Full House), nos anos 1980, e ainda incluem “Friends” e “Plantão Médico” (E.R.) na década seguinte – entre muitas outras atrações. Sua filmografia cinematográfica também lista vários clássicos dos anos 1990, como “Instinto Selvagem” (1991) e “As Bruxas de Salém” (1996), mas ela geralmente teve papéis secundários. Nos últimos anos, especializou-se em comédias românticas, como os sucessos “O Amor Custa Caro” (2003), “De Repente 30” e “A Nova Cinderela” (ambos de 2004). Seu último filme foi produzido há dois anos. Em “Sierra Burgess Is a Loser”, da Netflix, ela interpretou a orientadora escolar da protagonista (Shannon Purser).
Conteúdo original lidera audiência da HBO Max
Uma pesquisa de audiência revelou que as séries originais são o conteúdo mais assistido da nova plataforma HBO Max. O streaming da WarnerMedia foi lançado na quarta passada (2/5) nos EUA, com ênfase no catálogo de filmes e séries clássicas disponíveis para seus assinantes, tanto que “Friends”, “Game of Thrones” e filmes de super-heróis da DC Comics tiveram destaque no material de divulgação. Entretanto, os três conteúdos mais assistidos, segundo apurou a consultoria Parrot Analytics – a pedido da Bloomberg – , foram as poucas séries originais disponibilizadas no lançamento. O título mais procurado na primeira semana foi “Looney Tunes Cartoons”, nova série animada com os personagens da Turma do Pernalonga. Outro título infantil inédito ocupou a segunda posição: o “The Not-Too-Late Show with Elmo”, talk show apresentado por Elmo, personagem da “Vila Sésamo”. A comédia romântica “Love Life”, com Anna Kendrick, completou o pódio. Trata-se da primeira e até agora única série live-action original da plataforma. A pesquisa da Parrot Analyctics constatou que “Looney Tunes Cartoons” foi um verdadeiro sucesso, superando a suposta audiência dos maiores hits da Apple TV+ (“See”, com Jason Momoa) e do Quibi (“Chrissy’s Court”) na época dos seus lançamentos. Com o tempo, a Apple TV+ encontrou hits maiores de audiência, como “Dickinson” e “Em Defesa de Jacob”. O detalhe é que o sucesso inicial de Pernalonga, Patolino e Frajola passou longe da demanda gigante por “The Mandalorian”, primeira série live-action da saga “Star Wars”, na época do lançamento da Disney+ (Disney Plus), no ano passado. Conteúdo original sempre foi a fórmula da Netflix para se diferenciar no mercado, inclusive na época em que era a única plataforma de streaming disponível. A HBO até encomendou muitas atrações, mas a pandemia de coronavírus suspendeu as gravações e atrapalhou os planos dos executivos da WarnerMedia. Diversos programas originais foram anunciadas nos últimos meses, incluindo novas séries de super-heróis, como “Lanterna Verde” (Green Lantern) e “Liga da Justiça Sombria” (Justice League Dark), um derivado de “O Iluminado”, uma produção sci-fi de Ridley Scott (“Perdido em Marte”), “Dune: The Sisterhood”, que é derivada do universo sci-fi de “Duna”, uma série animada dos “Gremlins”, um revival de “Gossip Girl” e até um especial de reencontro do elenco de “Friends”, entre vários títulos mais, que não puderam começar a ser produzidos. Muitos outros ainda estão sendo anunciados, como a versão da “Liga da Justiça” do diretor Zack Snyder, oficializada há poucos dias. Ainda não há previsão para o lançamento do serviço no Brasil.
Paulo Gustavo cede seu Instagram para Djamila Ribeiro debater questões raciais do Brasil
O ator Paulo Gustavo anunciou que vai ceder o seu Instagram para a escritora Djamila Ribeiro durante todo o mês de junho. O objetivo do humorista é levar a seus 13,5 milhões de seguidores um debate sobre questões raciais. Djamila Ribeiro é mestra em Filosofia Política e tornou-se conhecida por seu ativismo na internet. Entre as inúmeras realizações de sua carreira, atuou como secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo, recebeu o Prêmio Cidadão SP em Direitos Humanos em 2016, foi escolhida como “Personalidade do Amanhã” pelo governo francês em 2019 e está entre as 100 pessoas mais influentes do mundo abaixo de 40 anos, segundo a ONU. Atualmente, é colunista do jornal Folha de S. Paulo. “Gente, diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu Instagram será totalmente dedicado a abordar as questões raciais no Brasil! Portanto, resolvi ceder minha conta do Instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes para todos nós!”, escreveu Gustavo no Instagram, ao lado de uma foto de Djamila. “Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender!”, ele acrescentou. “Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política!”, continuou o artista. Para concluir, ele elogiou a escritora. “Já li livros e artigos dela e acho ela uma gênia! Estarei acompanhando essas aulas e voltamos a nos encontrar em julho! Obrigado Rainha Djamila, por topar entrar na minha conta e trazer histórias e conhecimentos que vão tocar e transformar milhares de pessoas”. Mais tarde, em novo post, ele afirmou ter ficado “comovido” com a repercussão positiva da iniciativa. “Isso pra mim mostra o quanto as pessoas querem ações. Precisamos sim entender o nosso lugar e visibilizar vozes importantes na luta pela igualdade racial”, escreveu. E lançou uma campanha para outros artistas famosos fazerem o mesmo. “Gostaria de convidar meus colegas e minhas colegas artistas famosas com milhões de seguidores para cederem suas contas no Instagram e abrirem alas para as vozes que estão muito tempo silenciadas. É hora do Brasil falar, mas também é hora do Brasil ouvir. Convide uma ativista, uma amiga, uma pessoa comprometida com a causa racial para ocupar seu Instagram! Tem muitas vozes incríveis que precisam ser amplificadas!”, exaltou. Ver essa foto no Instagram Gente, diante dessa realidade tão brutal, no mês de junho, meu instagram será totalmente dedicado a abordar as questão raciais no Brasil! Portanto, resolvi ceder minha conta do instagram a escritora e ativista Djamila Ribeiro, que vai trazer conteúdos muito importantes pra todos nós! Me sinto na obrigação de ajudar e o meu melhor posicionamento será de escutar e aprender! Vamos visibilizar as vozes que sempre falaram, mas não foram ouvidas! Vamos aprender juntos? Essa é uma luta de todas e todos! Conhecer e entender o racismo no país é nossa responsabilidade política! Ja li livros e artigos dela e acho ela uma genia! Estarei acompanhando essas aulas e voltamos a nos encontrar em julho! Obrigado Rainha Djamila, por topar entrar na minha conta e trazer histórias e conhecimentos que vão tocar e transformar milhares de pessoas. ❤️ @djamilaribeiro1 Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 2 de Jun, 2020 às 5:25 PDT Ver essa foto no Instagram Gente, acordei muito comovido com a repercussão positiva em ter cedido meu Instagram para Djamila Ribeiro. Isso pra mim mostra o quanto as pessoas querem ações. Precisamos sim entender o nosso lugar e visibilizar vozes importantes na luta pela igualdade racial. Por isso, eu gostaria de convidar meus colegas e minhas colegas artistas famosas com milhões de seguidores para cederem suas contas no instagram e abrirem ala para as vozes que estão muito tempo silenciadas. É hora do Brasil falar, mas também é hora do Brasil ouvir. Convide uma ativista, uma amiga, uma pessoa comprometida com a causa racial para ocupar seu Instagram! Tem muitas vozes incríveis que precisam ser amplificadas! Uma publicação compartilhada por paulogustavo31 (@paulogustavo31) em 3 de Jun, 2020 às 1:03 PDT
Jaime King é presa durante protesto em Los Angeles
A atriz Jaime King foi presa na terça (2/6) durante um protesto em Los Angeles, nos Estados Unidos. No Twitter, a estrela das séries “Hart of Dixie” e “Black Summer” condenou a ação da polícia, afirmando que a manifestação pela morte de George Floyd era pacífica. “Estou escrevendo algemada na parte de trás do ônibus (da polícia). Todos estavam pacíficos. Jaime e o resto das minhas irmãs neste ônibus, indo para a 77ª delegacia”, ela escreveu em seu Twitter. Depois de um tempo, ela fez atualizações sobe o ocorrido. “Estou no ônibus há mais de quatro horas. Ele nos levou da 77ª delegacia para San Pedro. Mulheres sem acesso a remédios vitais, banheiros, sangrando pelas calças. Eles estão rindo de nós. #BlackLivesMattter”, escreveu. No fim do dia, ela apagou todos os tuítes. Mas eles foram copiados e preservados, podendo ser vistos abaixo. Além da atriz de 41 anos, Cole Sprouse, intérprete de Jughead na série “Riverdale”, também revelou ter sido preso ao protestar pela morte de George Floyd e contra o racismo estrutural dos EUA.
Festival de Cannes revela seleção oficial com filme brasileiro sobre racismo
A organização do Festival de Cannes divulgou nesta quarta (3/6) uma lista com 56 filmes de sua seleção oficial. Mesmo cancelado, devido ao coronavírus, o festival resolver criar um “selo de aprovação” para os títulos selecionados, para deixar claro seu apoio às obras. Alguns desses longas competirão em setembro no Festival de San Sebastian, na Espanha, que fechou uma parceria com o evento francês, e também serão exibidos em vários outros festivais ao redor do mundo. Os 56 títulos incluem longas que seriam exibidos em mostras paralelas e fora de competição em Cannes. Eles foram reunidos em uma única lista com os filmes que disputariam a Palma de Ouro. Desta relação, 16 filmes, ou 28,5% do total, foram dirigidos por mulheres, em comparação com 14 títulos (23,7%) do ano passado. A seleção oficial incluiu filmes dos EUA, Coréia do Sul, Japão e Reino Unido, mas também de territórios raramente representados em Cannes, como Bulgária, Geórgia, Congo. Mas o cinema francês, sempre destacado em Cannes, seria particularmente forte este ano, com 21 títulos na escalação oficial, em comparação com os 13 do ano passado e os 10 de 2018. O Brasil é representado por “Casa de Antiguidades”, primeiro longa de João Paulo Miranda Maria estrelado pelo veterano Antônio Pitanga (“Ganga Zumba”, “Rio Babilônia”, “Irmãos Freitas”), que retrata a vida de um operário negro em uma cidade fictícia de colonização austríaca no Brasil. A trama trata de questões como o racismo e a polarização política durante a eleição de 2018, que resultou na vitória do pior candidato. Parte do longa foi gravado em Treze Tílias, cidade catarinense que deu forte apoio ao presidente eleito. Entre os americanos, os destaques são para “The French Dispatch”, nova obra de Wes Anderson que (como sempre) reúne um elenco estrelado – Timothée Chalamet, Saoirse Ronan, Tilda Swinton, Edward Norton, Christoph Waltz, Bill Murray, etc – e “Soul”, animação da Pixar dirigida por Pete Docter (“Divertida Mente”) que seria exibida fora de competição. Outro título de grande apelo comercial, o sul-coreano “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Yeon Sang-ho, deveria se tornar o principal título da Sessão da Meia-Noite do festival francês. Já o público infantil teria também uma première do Studio Ghibli, “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki. Além destes, novos filmes de diretores aclamados, como Steve McQueen (listado à frente dois títulos!), François Ozon, Naomi Kawase, Maïwenn e Thomas Vinterberg, também aparecem na relação, assim como “Falling”, estreia do ator Viggo Mortensen (“O Senhor dos Anéis”) na direção. Com o longa de Mortensen e João Paulo Miranda Maria, a seleção soma 15 (26,7%) filmes de diretores estreantes, apontando rumos para o cinema mundial. Confira abaixo a seleção completa. “The French Dispatch”, de Wes Anderson (EUA) “Soul”, de Pete Docter (EUA) “Summer 85”, de Francois Ozon (França) “Asa Ga Kuru”, de Naomi Kawase (Japão) “Lover’s Rock”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Mangrove”, de Steve McQueen (Reino Unido) “Druk”, de Thomas Vinterberg (Dinamarca) “DNA”, de Maïwenn (Algéria/França) “Falling”, de Viggo Mortensen (EUA) “Ammonite”, de Francis Lee (Reino Unido) “Sweat”, de Magnus von Horn (Suécia) “Nadia, Butterfly”, de Pascal Plante (Canadá) “Limbo”, de Ben Sharrock (Reino Unido) “Invasão Zumbi 2” (Peninsula), de Sang-ho Yeon (Coreia do Sul) “Broken Keys”, de Jimmy Keyrouz (Líbano) “Truffle Hunters”, de Gregory Kershaw & Michael Dweck (EUA) “Aya and the Witch” (Aya To Majo), de Goro Miyazaki (Japão) “Heaven: To the Land of Happiness”, de Im Sang-soo (Coreia do Sul) “Last Words”, de Jonathan Nossiter (EUA) “Des Hommes”, de Lucas Belvaux (Bélgica) “Passion Simple”, de Danielle Arbid (Líbano) “A Good Man”, de Marie-Castille Mention-Schaar (França) “The Things We Say, The Things We Do”, de Emmanuel Mouret (França) “John and the Hole”, de Pascual Sisto (EUA) “Here We Are”, de Nir Bergman (Israel) “Rouge”, de Farid Bentoumi (França) “Teddy”, de Ludovic e Zoran Boukherma (França) “Une Medicine De Nuit”, de Elie Wajeman (França) “Enfant Terrible”, de Oskar Roehler (França) “Pleasure” de Ninja Thyberg (Suécia) “Slalom”, de Charléne Flavier (França) “Casa de Antiguidades”, de João Paulo Miranda (Brasil) “Ibrahim”, de Samuel Gueismi (França) “Gagarine”, de Fanny Liatard & Jérémy Trouilh (Geórgia) “16 Printemps”, de Suzanne Lindon (França) “Vaurien”, de Peter Dourountzis (França) “Garçon Chiffon”, de Nicolas Maury (França) “Si Le Vent Tombe”, de Nora Martirosyan (Armênia) “On the Route for the Billion”, de Dieudo Hamadi (Congo) “9 Days at Raqqa”, de Xavier de Lauzanne (França) “Antoinette in the Cévènnes”, de Caroline Vignal (França) “Les Deux Alfred”, de Bruno Podalydès (França) “Un Triomphe”, de Emmanuel Courcol (França) “Les Discours”, de Laurent Tirard (França) “L’Origine du Monde”, de Laurent Lafitte (França) “Flee”, de Jonas Poher Rasmussen (Dinamarca) “Septet: The Story of Hong Kong”, de Ann Hui, Johnnie To, Hark Tsui, Sammo Hung, Woo-Ping Yuen & Patrick Tam (Hong Kong) “El Olvido Que Seremos”, de Fernando Trueba (Espanha) “In the Dust”, de Sharunas Bartas (Lituânia) “The Real Thing”, de Kôji Fukada (Japão) “Souad”, de Ayten Amin (Egito) “February”, de Kamen Kalev (Bulgária) “Beginning”, de Déa Kulumbegashvili (Grécia) “Striding Into the Wind”, de Shujun Wei (China) “The Death of Cinema and My Father Too”, de Dani Rosenberg (Israel) “Josep”, de Aurel (França)
Maria Alice Vergueiro (1935 – 2020)
A atriz, professora e diretora Maria Alice Vergueiro morreu nesta quarta (3/6) em São Paulo, aos 85 anos, após ser internada no Hospital das Clínicas, há uma semana, com forte insuficiência respiratória, um quadro de pneumonia e suspeita de covid-19. Considerada uma das grandes damas do teatro moderno e da contracultura brasileira, Vergueiro estrelou mais de 60 peças, filmes e produções televisivas. Além de seu trabalho em clássicos do palco brasileiro, do Teatro de Arena, sob a direção de Augusto Boal, passando pelo Oficina, de José Celso Martinez Corrêa, e até o Teatro do Ornitorrinco, do qual foi uma das fundadoras, ela ficou conhecida por viralizar num dos primeiros vídeos disseminados pela internet no Brasil, o célebre “Tapa na Pantera”, de 2006, no qual interpretava uma senhora maconheira. Feito por três estudantes de cinema — um deles, Esmir Filho, lançou-se cineasta com “Os Famosos e Os Duendes da Morte”, vencedor do Festival do Rio de 2009 – “Tapa na Pantera” foi parar no YouTube sem querer, sem a permissão dos autores, e se tornou o primeiro fenômeno brasileiro viral. Ela também participou de filmes emblemáticos do cinema nacional, dentre eles três longas de Sergio Bianchi, “Maldita Coincidência” (1979), “Romance” (1988) e “Cronicamente Inviável” (2000). Estrelou ainda a adaptação de “O Rei da Vela” (1983), clássico teatral dirigido por José Celso, além de “O Corpo” (1991) de José Antonio Garcia, “Perfume de Gardênia” (1992), de Guilherme de Almeida Prado, “A Grande Noitada” (1997) de Denoy de Oliveira, “Quanto Dura o Amor?” (2009) de Roberto Moreira, e “Topografia de Um Desnudo” (2009) de Teresa Aguiar. Maria Alice fez até novelas. Em 1987, ela interpretou Lucrécia, em “Sassaricando”. Em 2003, a atriz descobriu que sofria de Parkinson, uma doença degenerativa do sistema nervoso central. Mas não parou de atuar. Seu último trabalho na televisão foi em 2016, quando interpretou uma síndica maconheira em “Condomínio Jaqueline”, e seu último filme foi o o recente “Vergel” (2017) de Kris Niklison. Em 2018, ela ainda se tornou tema de documentário – “Górgona”, que fez um apanhado de sua vida e obra.
Nova adaptação do mangá clássico Lupin III estreia em VOD no Brasil
A Sato Company mudou os planos de lançamento da animação “Lupin III, O Primeiro”, devido à pandemia de covid-19. Originalmente previsto para os cinemas, o filme chega nesta quarta (3/6) diretamente nas plataformas digitais para aluguel e venda – já disponível no Now, Vivo Play, SKY Play e Looke e em seguida no iTunes, Microsoft Store, YouTube Filmes e Google Play. Trata-se da primeira animação feita em computação gráfica com o clássico personagem dos quadrinhos japoneses. Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) em 1967, o mangá clássico seguia as façanhas e aventuras incríveis de Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa. Para fazer jus ao legado da família, Lupin III viaja o mundo roubando objetos de valor inestimável. Mais que isto, ele anuncia suas intenções através de telefonemas antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha. A popularidade de Lupin III já rendeu várias adaptações, inclusive dois filmes live-action – em 1974 e outro mais recente, de 2014. Mas o personagem é mais conhecido pela série anime de 1971, que durou 23 episódios, 15 deles dirigidos por ninguém menos que Hayao Miyazaki, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). A estreia de Miyazaki no cinema foi justamente dirigindo o primeiro longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). A nova animação não inova na trama, contando com a mesma configuração de personagens dos mangás e animes originais, desta vez em busca de um lendário Diário de Bresson. Segundo uma lenda, quem desvendar os segredos do Diário poderá adquirir imensa fortuna. Este teria sido o único tesouro que Arsène Lupin, o avô, não conseguiu adquirir durante sua vida, tendo sido procurado até pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. A direção é de Takashi Yamazaki, que comandou a versão live-action do anime clássico “Patrulha Estelar”, lançada em 2010. Veja abaixo o trailer nacional de “Lupin III, O Primeiro”, produzido quando o plano ainda previa estreia nos cinemas.
Lea Michele perde contrato publicitário após denúncias de racismo de ex-colegas de Glee
A empresa HelloFresh, que fabrica kit de refeições, dispensou os serviços de Lea Michele como garota-propaganda depois que sua ex-colega de “Glee”, Samantha Ware, disse que ela tornou sua vida um “inferno” durante as gravações. A declaração foi seguida por outras manifestações de atores negros da série, sugerindo racismo da parte da atriz. “O HelloFresh não tolera racismo nem discriminação de qualquer tipo. Estamos descontentes e desapontados ao saber das recentes alegações relativas a Lea Michele”, postou a empresa no Twitter, respondendo a um seguidor que questionou os serviços da atriz na terça-feira (2/6). “Levamos isso muito a sério e encerramos nossa parceria com Lea Michele, com efeito imediato.” Desde o começo da polêmica, nem a atriz nem seus representantes atenderam pedidos para comentarem as acusações. Tudo começou quando a intérprete de Rachel Berry tuitou sobre a morte de George Floyd e incluiu a hashtag #BlackLivesMatter. Ware, que teve papel recorrente na 6ª temporada de “Glee” como Jane Hayward, rapidamente ironizou a declaração com um “LMAO” e revelou que Michele ameaçou “defecar” na peruca afro que ela usava enquanto estava no programa. “Lembra quando você fez da minha primeira série de televisão um inferno?!?! Porque eu nunca esquecerei”, escreveu Ware, usando apenas letras maiúsculas. “Acredito que você disse a todos que, se tivesse a oportunidade, defecaria na minha peruca! Entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar uma carreira em Hollywood”, completou. O comentário teve ampla repercussão e o ator Dabier, que apareceu em apenas um episódio da série, deu outro testemunho sobre o suposto racismo de Michele. “Garota você não me deixava sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia lá'”, ele escreveu. A polêmica ainda rendeu gifs de dois outros integrantes negros do elenco. Alex Newell, que interpretou Wade “Unique” Adams, e uma das principais atrizes de “Glee”, Amber Riley, intérprete de Mercedes Jones, publicaram imagens que sugeriam saber de podres desse confronto.
Elenco e criador de Brooklyn Nine-Nine apoiam protestos contra racismo estrutural com doação para fianças
O elenco e o co-criador da série de comédia policial “Brooklyn Nine-Nine” compartilharam na terça-feira (2/6) seu apoio aos protestos contra a brutalidade policial nos EUA, além de fazer uma doação de US$ 100 mil para a National Bail Fund Network (Rede Nacional de Fundos de Fiança), dedicada a pagar fianças para presos no país. “Nós encorajamos você a procurar seu fundo de fiança local: a National Bail Fund Network é uma organização que pode levá-lo a eles. #Blacklivesmatter”, diz o texto compartilhado pelo produtor Dan Goor e todos os integrantes do elenco da série no Twitter. A doação de “Brooklyn Nine-Nine” se junta a outras ações sociais de Hollywood, numa condenação coletiva do racismo estrutural que resultou no assassinato de George Floyd por policiais brancos em 25 de maio. Várias celebridades, séries, estúdios e organizações de artistas têm se manifestado sobre as morte de Floyd, bem como contra os abusos constantes e a impunidade da polícia americana ao violar direitos dos cidadãos negros. Além da doação do elenco, a estrela de “Brooklyn Nine-Nine” Stephanie Beatriz também doou US$ 11 mil por conta própria ao Community Justice Exchange, para apoiar os protestos do movimento Black Lives Matter. Sua doação seguiu a de Griffin Newman, da série “Blue Blood”, que observou em um post a importância de atores que interpretam policiais na tela doarem para organizações que lutem contra a violência policial e por mais justiça social na vida real. #JusticeForGeorgeFloyd https://t.co/mwCLtdpW0p pic.twitter.com/Z8HRCTvZD3 — Dan Goor (@djgoor) June 3, 2020












