Atrizes da Globo e da Record se juntam em protesto contra censura do Instagram aos seios de Leticia Colin


Atrizes das redes Globo e Record se juntaram num protesto contra a censura a uma foto da colega Leticia Colin no Instagram. Postada pela revista Marie Claire, a foto registra um ensaio da atriz para a publicação, onde ela posa de terno e com os seios à mostra, e foi excluída quase que imediatamente, na quarta (28/11), por violar regras da rede social, como nudez.

Inconformadas com a censura, Nanda Costa, companheira de Leticia Colin em “Segundo Sol”, Suzana Pires, Samara Felippo, Maytê Piragibe, Aline Borges e Giselle Batista, entre outras, trataram de republicar a mesma foto em suas contas no Instagram, acompanhadas de um texto de protesto uníssono.

“Na última hora, uma imagem da atriz Leticia Colin de topless publicada no perfil de ‘Marie Claire’ foi apagada pelo Instagram por não estar de acordo com suas diretrizes. Segundo a rede social: ‘Eexistem situações em que fotos de seios nus são permitidas, como durante a amamentação, parto e os momentos após o nascimento da criança, mostrando os seios com cicatrizes pós-mastectomia, em outras circunstâncias relacionadas à saúde ou onde o contexto social é claro’. Para ‘Marie Claire’, esse posicionamento reforça a hipersexualização do corpo feminino, dando mais força aos estereótipos machistas e todas as consequências negativas decorrentes dele. Por que os homens podem e nós não?”.



A maioria das postagens já foi excluída pela rede social, mas algumas ainda permanecem online.

O protesto é a versão brasileira do #freethenipple, hashtag que virando hot topic no Twitter em 2013, alimentada pelo apoio literalmente explícito de celebridades, como Miley Cyrus, Lena Dunham, Liv Tyler e Rihanna, entre outras. O movimento acabou esvaziado quando a autora da hashtag, a atriz Lina Esco, resolveu explorar a repercussão com um drama indie intitulado “Free the Nipple”, que foi destruído pela crítica – 18% no Rotten Tomatoes.



Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna



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