The Good Doctor: Trailer da 2ª temporada apresenta novas dificuldades para o protagonista
A rede americana ABC divulgou o trailer da 2ª temporada de “The Good Doctor”, nova série médica que se tornou o drama mais assistido da TV americana na temporada passada. A prévia, por sinal, destaca este fato, além de introduzir as novas dificuldades que precisarão ser enfrentadas pelo bom médico do título, vivido por Freddie Highmore (o Norman Bates da série “Bates Motel”), e apresentar a personagem que será vivida por Lisa Edelstein (a Dra. Lisa Cuddy da série “House”). Atraindo mais de 9 milhões de telespectadores ao vivo por episódio, “The Good Doctor” chegou a integrar o Top 5 das séries mais assistidas dos Estados Unidos no ano passado, ao lado de atrações veteranas. O novo drama de hospital de David Shore (o criador de “House”) traz Freddie Highmore como o Dr. Shaun Murphy, um médico autista, anti-social, terrível na hora de interagir com as pessoas, já que é incapaz de acessar emoções, mas também brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina. Na 1ª temporada, ele contou com a ajuda e a proteção de seu mentor e amigo, Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff, de “O Homem de Aço”), que apoiou sua contratação com determinação, apesar dos problemas vistos pelos demais. Mas ele irá enfrentar um diagnóstico de câncer nos novos episódios e pode ter que se despedir do rapaz. Lisa Edelstein entrou na série no papel de oncologista justamente para tratar o Dr. Glassman. O elenco também inclui Beau Garrett (série “Criminal Minds: Suspect Behavior”), Nicholas Gonzalez (série “Pretty Little Liars”), Hill Harper (série “Covert Affairs”), Antonia Thomas (série “Misfits”) e Irene Keng (série “Grey’s Anatomy”). A 2ª temporada estreia em 24 de setembro nos Estados Unidos. No Brasil, “The Good Doctor” começou recentemente a ser disponibilizado pela plataforma de streaming Globo Play.
9-1-1: Trailer da 2ª temporada tem terremoto e estreia de Jennifer Love Hewitt
A Fox divulgou o pôster e um novo trailer da 2ª temporada de “9-1-1”, série sobre os serviços de emergência da cidade de Los Angeles, que na prévia vira cenário de filme de desastre, com um grande terremoto abalando estruturas e destruindo rodovias. Com a população em desespero, a nova personagem vivida por Jennifer Love Hewitt mal tem tempo de ser apresentada, tendo que enviar polícia e bombeiros para salvar diversas vidas. Sex symbol dos anos 1990, a atriz de 39 anos estava afastada da TV desde 2015, quando participou de uma temporada de “Criminal Minds”, e entrou na produção no lugar de Connie Britton, que só tinha contrato para uma temporada – e preferiu o papel principal na série de antologia “Dirty John”, do canal pago Bravo. Hewitt vai interpretar Maddie, uma nova operadora do serviço de emergências 911, que também é irmã de Buck (interpretado por Oliver Stark, de “Into the Badlands”). O elenco ainda destaca Peter Krause (“The Catch”), Angela Bassett (“American Horror Story”), Kenneth Choi (“The Last Man on Earth”), Aisha Hinds (“Under the Dome”), Ryan Guzman (“Heroes: Reborn”) e Rockmond Dunbar (“Prison Break”). Produzida por Ryan Murphy e seu parceiro Brad Falchuk, “9-1-1” teve apenas 13 episódios em sua 1ª temporada, mas vai voltar maior, com 16 episódios no segundo ano da produção. A estreia está marcada para 23 de setembro nos Estados Unidos. A série é exibida pelo canal pago Fox Life no Brasil.
Cena inédita da 3ª temporada de Justiça Jovem destaca participação de Asa Noturna
A plataforma DC Universe divulgou uma cena inédita da nova animação “Young Justice: Outsiders”, que serve como 3ª temporada da ótima série animada da Justiça Jovem. O subtítulo, por sinal, refere-se a outro grupo de heróis, conhecido no Brasil como Renegados – e que durante um período foi uma espécie de spin-off dos Titãs, liderado por Asa Noturna. Ele é justamente o destaque da prévia, que termina mencionando o reino fictício da Markóvia, lar do herói Geoforça (Geoforce), um dos integrantes originais dos Renegados. A produção está a cargo dos responsáveis pela série original, Brando Vietti e Greg Weisman, ao lado de Sam Register (de “Teen Titans Go!”). A estreia vai acontecer “em breve” na plataforma de streaming da DC, que será disponibilizada ao público norte-americano em 15 de setembro.
Riverdale: Prisão de Archie e rituais satânicos marcam trailer da 3ª temporada
A rede The CW divulgou o trailer da 3ª temporada de “Riverdale”, que mostra Archie (KJ Appa) na prisão, rituais satânicos e outras situações tensas. A série foi o grande destaque do último Teen Choice Awards, conquistando nove troféus, mais que qualquer outra série ou filme na votação dos adolescentes americanos. Os novos episódios estreiam em 10 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.
Legacies: Personagens do spin-off de The Originals ganham coleção de fotos
A rede The CW divulgou os retratos oficiais dos personagens de “Legacies”, spin-off da série “The Originals”. As imagens destacam a personagem principal, a adolescente Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell), que aparece na Escola Salvatore, treinando com Alaric (Matthew Davis) e ao lado do encarcerado Landon (Aria Shahghasemi), interesse romântico introduzido no final de “The Originals”. A série vai girar em torno de Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell), “a filha de uma longa linhagem de vilões das histórias”, filha de uma lobisomem e de um vampiro, neta de uma bruxa poderosa e não muito diferente dos demais estudantes de sua escola em Mystic Falls, herdeiros das criaturas do universo inaugurado em 2009 pela série “The Vampire Diaries”, que relutam entre virar heróis ou vilões. A sinopse oficial trata justamente disto: “Na última década, os heróis e vilões icônicos de ‘The Vampire Diaries’ e ‘The Originals’ cativaram o público em todo o mundo. Eles deixaram um legado duradouro de amor e família em seu rastro, que continua em ‘Legacies’, um novo drama emocionante que conta a história da próxima geração de seres sobrenaturais na Escola Salvatore para Jovens Superdotados. É aqui que a filha de Klaus Mikaelson, Hope Mikaelson, de 17 anos, as gêmeas de Alaric Saltzman, Lizzie e Josie Saltzman, e outros jovens adultos – incluindo o descendente de político MG e o misterioso Landon Kirby – amadurecem da maneira menos convencional possível, formados para serem as melhores versões de si mesmos… apesar de seus piores impulsos. Essas jovens bruxas, vampiros e lobisomens se tornarão os heróis que eles querem ser – ou os vilões que nasceram para ser? Enquanto lutam para proteger seu segredo, sua cidade de Mystic Falls e, eventualmente, o mundo, eles terão que confiar no folclore antigo e nos contos para aprender a lutar contra seus inimigos de longo alcance”. O elenco inclui Matthew Davis como Alaric Saltzman, que passou de matador de vampiros em “The Vampire Diaries” para diretor da escola para crianças sobrenaturais, as novas intérpretes de suas filhas adolescentes, Kaylee Bryant (“Santa Clarita Diet”) e Jenny Boyd (“A Jornada dos Vikings”), além de Aria Shahghasemi (“No Alternative”), Quincy Fouse (“The Goldbergs”) e Peyton Alex Smith (“Detroit em Rebelião”). Criada por Julie Plec, responsável pelo universo vampírico da CW desde “The Vampire Diaries”, “Legacies” vai estrear em 25 de outubro, pouco mais de dois meses após o final de “The Originals” – que acabou em 1 de agosto nos Estados Unidos.
Chris Hemsworth, Dakota Johnson e outros suspeitos passam a noite juntos em trailer de comédia noir
A Fox divulgou duas coleções de pôsteres e um novo trailer de “Maus Momentos no Hotel Royale” (Bad Times at El Royale), comédia noir estrelada por Jeff Bridges (“A Qualquer Custo”), Jon Hamm (“Em Ritmo de Fuga”), Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). A trama gira em torno de um hotel retrô pouco recomendável na fronteira da Califórnia com Nevada, onde um grupo de hóspedes suspeitos cruza suas jornadas, passando uma noite juntos. Nem todos são quem afirmam ser, conforme revelam confissões, paredes falsas para a espreita de voyeurs e tiros de traição à queima-roupa. Além dos citados, o elenco ainda inclui Cailee Spaeny (“Círculo de Fogo: A Revolta”), Cynthia Erivo (do vindouro “Widows”), Lewis Pullman (“Os Estranhos: Caçada Noturna”), Nick Offerman (série “Parks and Recreation”) e Manny Jacinto (série “The Good Place”). O filme tem roteiro e direção de Drew Goddard, que apesar de só ter dirigido o cultuado “A Cabana Maldita”, escreveu um punhado de sucessos, como “Cloverfield”, “Guerra Mundial Z” e “Perdido em Marte”, pelo qual foi indicado ao Oscar. A estreia está marcada para 25 de outubro no Brasil, 20 dias após o lançamento nos Estados Unidos.
Mayans MC: Vídeo e fotos apresentam personagens do spin-off latino de Sons of Anarchy
O canal pago americano FX divulgou novo pôster, 18 fotos e um vídeo de bastidores de “Mayans MC”, spin-off latino da excelente “Sons of Anarchy”. Bem abrangente, o vídeo situa a história, os personagens, a relação com “SoA” e traz depoimentos do elenco e da equipe da produção. Cronologicamente, a trama será uma continuação direta de “Sons of Anarchy”, passada após os eventos do final da série original, quando os motoqueiro latinos assumiram o controle do tráfico da região. O protagonista é o jovem EZ Reyes (JD Pardo, da série “Revolution”), cuja vida se dividiu entre um passado promissor e um presente sem rumo, após passar um tempo na prisão. Tentando encontrar sua nova identidade após sair da cadeia, ele se junta os motoqueiros de Santo Padre, responsáveis pelo narcotráfico na fronteira da Califórnia com o México. Além de JD Pardo, o elenco inclui Michael Irby (série “Taken”), Sarah Bolger (“Into the Badlands”), Maurice Compte (“Power”), Clayton Cardenas (“American Crime”), Antonio Jaramillo (“Shades of Blue”), Raoul Max Trujillo (“Sicario: Terra de Ninguém”), Edward James Olmos (“Battlestar Galactica”) e Emilio Rivera, que retoma o papel de Marcus Alvarez, o líder dos Mayans de Oakland em “Sons of Anarchy”. Anunciado há dois anos, o projeto sofreu para sair do papel: teve seu primeiro piloto descartado pelo canal pago FX, mas conseguiu autorização para rodar um segundo, com a substituição de diversos atores e aprimoramentos na história. O desenvolvimento do spin-off foi realizado pelo cineasta Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e seu trabalho mais recente foi o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. Kurt Sutter, que criou “Sons of Anarchy” e escreveu, dirigiu e foi até ator em muitos dos episódios da série, segue produzindo “Mayans MC”, além de ter dirigido o piloto rejeitado. A nova versão do episódio inicial foi refeita por Norberto Barba, diretor-produtor de “Grimm”. Todos esses aparecem no vídeo disponibilizado abaixo. Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 4 de setembro nos Estados Unidos.
Suspiria divide aplausos com vaias no Festival de Veneza
A primeira exibição do remake de “Suspiria” não causou a reação que o diretor Luca Guadagnino esperava. O filme dividiu aplausos com vaias e assovios, durante sua sessão para a imprensa no Festival de Veneza 2018. A polarização lembra a forma como “Mãe!”, de Darren Aronosky, foi recebido na edição passada do festival, antes de fracassar nas bilheterias. Mas o filme estrelado por Jennifer Lawrence encontrou aceitação entre a crítica americana. “Suspiria” dividiu mais, com resenhas muito positivas e muito negativas, levando sua aprovação a ficar no meio termo: 58%, uma nota medíocre, no Rotten Tomatoes. Já a première propriamente dita, que aconteceu mais tarde, diante do público, rendeu apenas aplausos. E foram oito minutos de ovação. Isso também é consequência de o diretor ser italiano. Ele foi recebido como um popstar no tapete vermelho, arrancando “suspirios” e gritos de “Luca! Luca!”. A nova versão do cultuado clássico de terror de Dario Argento, que volta à vida pelas mãos do cineasta de “Me Chame pelo Seu Nome” (2017), está sendo considerada plasticamente bela, mas também arrastada demais devido à sua pretensão, segundo a média das observações da imprensa internacional. A trama, passada numa prestigiosa academia de dança de Berlim em 1977, ano do lançamento do original de Argento, faz referências às atividades do grupo terrorista alemão Baader-Meinhof, aos movimentos feministas e ao psicanalista Jacques Lacan, que marcaram a época. Mas a maioria dos críticos acredita que isso apenas distrai o público do terror que deveria mobilizar a atenção. “Guadagnino fez uma homenagem ambiciosa, mas que realmente não se beneficia de seu olhar mais intelectualizado, em vez disso drena as emoções do que deveria ser um grande horror de revirar o estômago”, publicou a revista The Hollywood Reporter. “Tedioso e bobo”, resumiu a revista Time. “Os sustos não assustam, o subtexto político nunca se conecta com o resto do filme e nem o senso visual geralmente infalível de Guadagnino consegue convencer”, lamentou o site The Wrap. “Conforme ele chega ao fim, você inevitavelmente pensa: ‘Ok, agora sabemos como seria ‘Suspiria’ como um filme de arte. Podemos, por favor, voltar ao ponto em que era apenas um trash extravagante de caça assombrada?'”, ponderou a Variety. Além disso, muitos consideraram que a produção está levando longe demais a mentira de que existe um ator chamado Lutz Ebersdorf, que vive um personagem importante na trama. Ausente do festival por ser invenção, ele teve uma carta lida por sua intérprete, a atriz Tilda Swinton, durante a entrevista coletiva. Questionada pela imprensa, ela continuou jurando que não era Ebersdorf. Assim como Joaquin Phoenix jurava que não ia mais atuar para seguir carreira de rapper, subterfúgio para a realização de um falso documentário. Vale lembrar que o ator incorporou tanto o personagem que quase acabou com sua carreira de verdade.
The Conners: Spin-off de Roseanne ganha primeiro teaser
A rede americana ABC divulgou o primeiro teaser de “The Conners”, série derivada de “Roseanne”, encerrada após a demissão da atriz Roseanne Barr. O vídeo traz apenas o sofá vazio da série original, acompanhado pela frase: “O que vem a seguir?”. O sofá, por sinal, não é a única coisa que permaneceu do antigo programa. Todo o elenco original vai retornar, menos Roseanne Barr. Ela foi dispensada pela presidente da rede ABC após publicar um tuíte racista contra uma ex-funcionária do governo de Barack Obama. O tuíte ofensivo chegou a levar ao cancelamento da série, que, após negociações intensas, acabou resgatada como “spin-off” pela ABC. O canal entrou em acordo com Roseanne Barr para produzir “The Conners” sem nenhum crédito ou compensação financeira para a atriz, com o objetivo de assegurar o emprego de centenas de funcionários que foram surpreendidos com o cancelamento de “Roseanne”, a série mais assistida dos Estados Unidos na última temporada. “The Conners” tem estreia marcada para 16 de outubro nos Estados Unidos.
Peter Dinklage corrige politicamente corretos que atacaram sua escalação como o anão da Ilha da Fantasia
O ator Peter Dinklage aproveitou uma entrevista com a revista Entertainment Weekly sobre seu novo filme, “My Dinner with Hervé”, para corrigir a desinformação que transformou sua escalação como Hervé Villechaize, o famoso intérprete do anão Tattoo na série “Ilha da Fantasia”, numa polêmica. O astro da série “Game of Thrones” sofreu críticas por ter aceitado viver uma pessoa supostamente asiática na produção da HBO. Mas este patrulhamento politicamente correto é, na verdade, o oposto de correto, porque parte de uma suposição preconceituosa, baseada na aparência física de Villechaize, que teve as feições alteradas pelo nanismo. “A internet é uma coisa incrível e horrorosa. O engraçado é que, no nosso filme, nós abordamos esse tema de não julgar um livro por sua capa. Hervé foi julgado por sua aparência, escalado para filmes e percebido de certa forma”, comentou Dinklage. “Na Wikipédia, está escrito que Hervé era metade filipino. Membros da família dele nunca se importaram em mudar essa informação lá”, continuou o ator. “Por muito tempo, a Wikipédia dizia que o nome da minha filha era ‘Zelig’, e não é. Qualquer um é capaz de colocar uma informação lá”. “Eu entendo completamente que exista a preocupação com o ‘whitewashing’ [prática de escalar atores brancos para papéis ‘de cor’], mas Hervé não era filipino. O nanismo afeta as pessoas de maneiras diferentes. Eu tenho um tipo bem diferente de nanismo do que o de Hervé. Eu conheci membros de sua família, o irmão dele, e Hervé era de origem francesa, alemã e britânica”, explicou. “Eu não sei porque as pessoas acham que ele era filipino. Eles não têm a informação correta. Eu não quero interferir no senso de justiça de ninguém, porque me sinto da mesma forma quando algo assim acontece”, prosseguiu. “Mas o que acontece é que essas pessoas acham que estão fazendo a coisa certa política e moralmente, mas não estão – elas estão presumindo a ascendência de Hervé baseados em sua aparência”. Em “My Dinner with Hervé”, Dinklage interpreta Villechaize em 1993, seu último ano de vida, muito depois do auge de sua fama. O longa reconta um período de três dias que o ator passou com o jornalista Sacha Gervasi (vivido por Jamie Dornan, de “Cinquenta Tons de Cinza”), numa conversa que seria sua última entrevista. Com dificuldades para encontrar emprego após o fim da série clássica, ele se matou dez anos depois do final da “Ilha da Fantasia”, aos 50 anos de idade. O filme é dirigido e escrito pelo próprio Gervasi, que virou cineasta (dirigiu “Hitchcock”, “O Terminal” e outros). A estreia está marcada para 20 de outubro no canal pago HBO nos Estados Unidos, mas a transmissão ainda não foi programada no Brasil.
Javier Bardem e Penélope Cruz são justificativa de mais um filme sobre Pablo Escobar
Um filme espanhol que tem como protagonistas o ator Javier Bardem e a atriz Penélope Cruz não pode passar em branco. Só pelo desempenho deles, costumeiramente brilhante, vale a atenção. O diretor Fernando León de Aranoa já tem uma filmografia relevante, com destaques para “Segredos em Família” (1996) e “Um Dia Perfeito” (2015). Mas nesta nova produção, falada em inglês, o tema já parece um tanto gasto. O personagem Pablo Escobar (Javier Bardem), o famoso chefão do cartel de Medellín, Colômbia, já foi bastante abordado pelo jornalismo, pela literatura, pelo cinema (“Escobar: Paraíso Perdido”, “Conexão Escobar”), pela televisão (“Pablo Escobar: O Senhor do Tráfico”) e pelo streaming (“Narcos”). Um bandido que fascina pelo seu poder, pela ousadia, pela violência e por suas excentricidades. Em “Escobar: A Traição”, a ótica é a de sua amante Virgínia Vallejo (Penélope Cruz), uma popular apresentadora de TV que o amou e se interessou pela forma como Escobar usava o dinheiro que tinha. Ela não se preocupava com a origem do dinheiro, mas com sua destinação. E com isso tinha acesso a bens luxuosos, mas também admirava as benesses que o grande traficante oferecia à população local. O jeito arrojado de Pablo Escobar enfrentar os poderosos, entrar na própria política colombiana, pela via eleitoral, para encarar a caçada norte-americana, promovida pelo governo de Ronald Reagan, tinha um charme todo especial. Mas quando o perigo ronda forte e a vida está mesmo em risco iminente, a traição pode ser um caminho de sobrevivência. Virgínia Vallejo escreveu “Amando Pablo, Odiando Escobar” sobre o que viveu ao lado dele, sua perspectiva, suas lembranças, o que entendeu e avaliou daquela aventura extraordinária. É a sua história com ele que o filme mostra. É uma trama cheia de lances surpreendentes, perigosos, inusitados. Dá margem a um filme que mescla ação, suspense, violência, política e um drama amoroso. Não acrescenta muita coisa ao que já se conhece daquele que foi um dos maiores traficantes de cocaína da história. Mas dá para ver pelo ângulo da amante traidora e curtir a atuação, sempre segura, de Penélope Cruz e Javier Bardem.
Café com Canela é um achado que não merecia ficar perdido em poucas salas
Impressionante como “Café com Canela” consegue ser ao mesmo tempo experimental e tão popular, tão capaz de falar ao grande público. O premiado trabalho de Glenda Nicácio e Ary Rosa, que venceu três troféus no Festival de Brasília 2017 e apresenta a uma baianidade muito gostosa, traz duas histórias paralelas: a de duas mulheres negras, de diferentes idades e situações. A jovem Violeta (a estreante Aline Brunne, encantadora) ganha a vida vendendo coxinhas e cuidando da avó muito velhinha e acamada, além de também cuidar com muita alegria e amor do marido, dos filhos e dos amigos. A outra linha paralela mostra um cenário mais sombrio, o de Margarida (Valdinéia Soriano, de “Ó Paí, Ó”), uma mulher que vive presa na própria casa, pela depressão causada pela perda do filho pequeno. O contraste entre as duas vidas é bem explícito e é natural sentirmos certo mal estar quando estamos na casa de Margarida, tão triste e tão abandonada. Mais do que isso: um lugar assombrado. Por isso o gosto pela vida de Violeta pega o público tão fortemente: é lindo vê-la cantando para a avó doente e que só se comunica pelos olhos e pelo sorriso. Ela canta com muito carinho, dá-lhe massagens nas mãos. Claro que nem tudo são flores e Violeta testemunha também a triste partida de um de seus vizinhos em outra passagem muito emocionante e também cheia de amor. Há algumas cenas que se destacam e que, ao serem lembradas, falam forte ao coração. Desde a mais simples, que pode ser vista como apenas um detalhe, envolvendo o cachorro e a avó de Violet ou o cantar de um dos personagens coadjuvantes. Ou, ainda, a descrição antecipada e triste da perda de um grande amor do personagem de Babu Santana (de “Tim Maia”) e a cena da bicicleta. Meus Deus, o que dizer da cena da bicicleta, algo capaz de encher os corações de amor? E no meio de tudo isso, no meio de uma celebração da vida como poucos filmes são capazes, ainda há um semi-monólogo fantástico de Margarida sobre a magia do cinema. Sim, a vida pode ser maravilhosa, mas o cinema é fantástico. Há até uma brincadeira com a quebra da quarta parede. Há ainda espaço para a celebração da riqueza da cultura afrobrasileira. O que lembra que se trata de um filme inteiramente feito com atores e atrizes negros, grande maioria da população da Bahia, onde “Café com Canela” se passa. No final, nem são esses detalhes – se é que podemos chamar de detalhes, inclusive os formais -, mas o quanto o filme mexe com as emoções do público. Um achado que, por falta de salas, tende a ficar perdido, como tantas outras joias recentes do cinema nacional.
Cristopher Robin é fofo e previsível como um filme convencional da Disney
Pelo trailer, já era possível prever que “Christopher Robin” seria um filme fofo. É sobre o menino que era o amigo humano do Ursinho Pooh, Tigrão, Leitão e Ió. Só que ele cresceu e ser adulto é chato demais e desgastante. Mas, num belo dia, Christopher Robin (chamado o filme inteiro por nome e sobrenome) reencontra Pooh e, finalmente, terá a chance de equilibrar a criança dentro dele (desaparecida há tempos) com a vida adulta, em especial no que diz respeito ao papel de pai. Vamos falar a verdade, então, porque você viu esse filme antes, várias vezes e, mesmo assim, entra no cinema para gostar. Afinal, desta vez o Ursinho Pooh está lá. O problema é que não há uma cena memorável, nem um momento surpreendente do início ao fim da projeção. “Christopher Robin” é exatamente o filme que você espera, inclusive tecnicamente, com fotografia, figurinos, cenários, trilha, efeitos visuais impecáveis e o carisma habitual de Ewan McGregor no papel-título. Em “Titanic”, você sabe que o navio vai afundar, mas nem por isso deixa de ser surpreendido pela história. Um ou outro espectador pode não gostar do filme de James Cameron, mas ele não é lembrado por ser um filme de naufrágio. Pois “Christopher Robin”, mesmo quando ameaça seguir um caminho diferenciado, como o lampejo de importância da melancolia na vida adulta, flertando até mesmo com uma abordagem mais sombria que o normal para os padrões Disney, não demora muito para conduzir tudo pela cartilha. O resultado é um filme muitas vezes indeciso sobre qual tom seguir, o que lhe deixa sem conquistar inteiramente nem crianças nem adultos. Mas não deixa de ser fofinho, como esperado. Difícil é acreditar que essa limitação pertença ao diretor Marc Forster, que assinou o incrível “Em Busca da Terra do Nunca”. Embora tenha feito filmes de diferentes gêneros, era grande a expectativa para a volta do cineasta ao terreno da fantasia (e do tema que divaga sobre o conflito “adulto vs criança” que existe em todos nós). Mas “Em Busca da Terra do Nunca” não era Disney, tinha um Marc Forster maduro falando a todas as idades sobre a criação de Peter Pan e é um filme lindo. Já “Christopher Robin” é Disney, traz o diretor abraçando seu lado infantil como contador de histórias e dando ao filme uma direção muito mais conservadora e previsível, inclusive em sua manipulação de emoções.












