“Winter, o Golfinho” é mais um melodrama sobre um animal ameaçado, baseado numa história real, que não tem medo de abusar dos clichês. E aí reside seu grande acerto.
Existe uma manipulação sentimental óbvia, e os mais sensíveis vão ter dificuldades em segurar as lágrimas. Mas para uma agradável sessão da tarde da qual todos os integrantes da família podem participar, não há programa melhor.
Como a trama de “Free Willy” (1993), a história de Winter – que interpreta a si mesma – é realmente tocante, apesar de alterada no filme por razões cinematográficas. Após um acidente no mar, o golfinho fêmea perde a barbatana principal, e passa um longo período dependente dos cuidados de veterinários numa clínica decadente. No desespero para se recuperar, ela desenvolve uma maneira estranha de nadar, retorcendo-se como uma cobra, o que pode trazer complicações para sua coluna, levando a morte.
Entrelaçado a essa trama está o garoto Sawyer (Nathan Gamble, de “Marley e Eu”, tão profundo quanto seu papel permite), uma criança retraída que tem no primo a única figura paterna presente. Após perder o rapaz para o exército, ele descobre Winter numa praia e daí as coisas começam a mudar para todos.
Apesar da sinopse sugerir um drama extremante convencional, o roteiro de Karen Janszen (“Free Willy 2″) e do estreante Noam Dromi se esforça para criar arcos de tensão. Em alguns momentos, se torna realmente difícil, para quem não conhece a história verdadeira, ter certeza do desfecho de Winter.
O mesmo, porém, não pode ser dito para a construção dos personagens ao redor dela. À exceção do garoto Sawyer, não existe qualquer controle ou desenvolvimento sobre figuras como a do veterinário interpretado pelo cantor Harry Connick Jr. (“Quando o Amor Acontece”), ou sua filha Hazel, incorporada com uma graça iluminada pela novata Cozi Zuehlsdorff.
Talvez para compensar esta falha, nomes luxuosos como Morgan Freeman (“Invictus”), Ashley Judd (“Risco Duplo”) e Kris Kristofferson (“Blade”) ocupam outros lugares no filme, ainda que funcionem apenas como coadjuvantes famosos.
No balanço geral, é notável o esforço do diretor Charles Martin Smith (“Bud – O Cão Amigo”) para fazer desta produção uma discreta homenagem aos momentos mais divertidos da sessão da tarde, e prover uma valiosa, ainda que superficial, introdução ao mundo dos animais deficientes, que pouco aparecem nas telas do cinema.
Winter, o Golfinho
(Dolphin Tale, EUA, 2011)
Lançamento em DVD e Blu-ray




































7 Comentários
Adorei o filme vejo como incentivo pra muita gente até mesmo pra mim.E que tudo é possível basta acreditar .
o winter eu aicho muito legal o que o menino feis.
meu nome é manuella já assisti winter o golfinho e achei um máximo eu também acho a winter uma gracinha quero mandar um bjo pra todos vcs e principalmente pra winter melhoras pra winter e um vou viajar pra visitar a winter e o pessoal um dia
Eu amei muito o filme . Com o filme aprendi que a vida não é só facilidade, temos que dar importancia a outras pessoas, animais..
E quando eu estiver mais velha já vou estar com o inglês na ponta da língua, e vou ai ver ele .
Winter voce mudou a minha vida e eu estou fazendo engles so para e visitar voce ai na Florida.
ass:Bruna sua fã numero 1
Beijos e melhoras.
eu já assisti o filme da winter ela mudou um pouco á minha vida sinti pena dela até deu vontade de chorar eu amo á winter
beijo
ass:Aline
melhoras
Eu gostei muito do filme pois diz como e deficil ser um animal com deficiencia no mundo.Assim como as pessoas deficiente tem suas limitaçao no muito bom tem que tem outro filme pra dizem como o golfinho esta atualmenta