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    Oficial: Netflix vira parte de Hollywood como membro da MPA

    22 de janeiro de 2019 /

    É oficial: a Netflix agora faz parte de Hollywood. A empresa de streaming se tornou membro da Associação de Cinema dos EUA (Motion Picture Association of America, conhecida pela sigla MPA), entidade de comércio e lobby que representa os seis principais estúdios americanos. A organização baseada em Washington, DC, confirmou a filiação da empresa de tecnologia com um comunicado na noite desta terça (22/1). “Em nome da MPA e de suas empresas associadas, tenho o prazer de dar as boas-vindas à Netflix como parceira”, diz o texto assinado por Charles Rivkin, presidente e CEO da MPA. “Todos os nossos membros estão empenhados em impulsionar a indústria cinematográfica e televisiva, tanto na forma como contamos histórias e em como atingimos o público. Adicionar a Netflix nos permitirá defender de forma mais eficaz a comunidade global de contadores de histórias criativos, e estou ansioso para ver o que todos podemos alcançar juntos”, completou. Com a filiação à MPA, a Neflix se junta oficialmente à comunidade de estúdios de cinema dos Estados Unidos, ao lado dos outros seis sócios da entidade: Disney, Paramount, Sony, Fox, Universal e Warner Bros. “Associar-se à MPA exemplifica ainda mais o nosso compromisso em garantir a vitalidade dessas indústrias criativas e as muitas pessoas talentosas que trabalham nelas em todo o mundo”, disse Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix. “Estamos ansiosos para apoiar a equipe da associação e seus importantes esforços.” As negociações para a filiação da Netflix vieram à tona durante a tarde, em meio à celebração do recorde de 15 indicações da plataforma no Oscar 2015. Os dois fatos criam uma mudança de patamar para a empresa de tecnologia, transformando-a numa força legítima do setor cinematográfico americano. Ao mesmo tempo, a filiação também modifica o entendimento do que constitui um estúdio de cinema para a MPA. Fontes ouvidas pela revista The Hollywood Reporter dizem que a Associação estaria cortejando outros novos membros com o mesmo perfil, citando a Amazon como candidata em potencial. A Netflix e a MPA já trabalharam juntos em campanhas de proteção de direitos autorais, uma prioridade para os estúdios de Hollywood e também para a empresa de streaming, que consideram a pirataria um inimigo em comum. No entanto, a filiação da Netflix tende a irritar os proprietários de cinemas, já que a a empresa é contra a manutenção das janelas de exibição tradicionais – janelas são o período de tempo que separa o lançamento de um filme no cinema da sua disponibilização em streaming ou vídeo. A MPA e a Associação Nacional de Proprietários de Cinema administram em conjunto o sistema de classificação etária dos filmes lançados nos Estados Unidos.

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    Netflix negocia se juntar a Hollywood na Associação de Cinema dos EUA

    22 de janeiro de 2019 /

    A Netflix está em negociações avançadas para se tornar membro da Associação de Cinema dos EUA (Motion Picture Association of America, conhecida pela sigla MPA), entidade de comércio e lobby que representa os seis principais estúdios de Hollywood. A movimentação foi noticiada pelo site americano Politico Pro e confirmada pelas publicações especializadas na indústria cinematográfica. E acontece após a empresa de streaming conseguir 15 indicações ao Oscar 2019, superando os estúdios tradicionais. A decisão sobre a filiação pode representar uma guinada, já que seria a primeira vez na história que uma empresa de tecnologia se tornaria membro da MPA. O chefe da Netflix, Reed Hastings, e o diretor de conteúdo, Ted Sarandos, estão empenhados em elevar o perfil da empresa como uma força legítima no setor cinematográfico, e a adesão à MPA cumpriria esse objetivo. Além disso, assim que a Fox for fundida com a Disney, a MPA terá um membro a menos, o que significa uma perda financeira de até US$ 12 milhões em contribuições anuais. Fontes ouvidas pela revista The Hollywood Reporter dizem que a MPA está cortejando outros novos membros com o mesmo perfil, citando a Amazon como candidata em potencial. A Netflix e a MPA já trabalharam juntos em campanhas de proteção de direitos autorais, uma prioridade para os estúdios de Hollywood e também para a empresa de streaming, que consideram a pirataria um inimigo em comum. No entanto, a filiação da Netflix na MPA tem potencial para irritar os proprietários de cinemas, já que a empresa é contra a manutenção das janelas de exibição tradicionais – janelas são o período de tempo que separa o lançamento de um filme no cinema da sua disponibilização em streaming ou vídeo. A MPA e a Associação Nacional de Proprietários de Cinema administram em conjunto o sistema de classificação etária dos filmes lançados nos Estados Unidos.

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    Hollywood teve arrecadação recorde de US$ 40,6 bilhões em 2017

    4 de abril de 2018 /

    Com a saída de cartaz dos últimos filmes lançados em 2017, as bilheterias totalizaram o valor final de faturamento do ano passado. E é recorde. Ao todo, a indústria cinematográfica americana faturou US$ 40,6 bilhões, graças ao sucesso de blockbusters como “Star Wars: Os Últimos Jedi”, campeão de arrecadação do ano, “A Bela e a Fera” e “Mulher Maravilha”. Os números representam um aumento de 5% na arrecadação em relação a 2016, de acordo com o levantamento da Motion Picture Association of America (MPA). E contrariam preocupações com o declínio das receitas estrangeiras, que tinham sido registradas há dois anos. O recorde mundial de bilheteria foi impulsionado por um aumento de 7% nos mercados internacionais (29,5 bilhões de dólares), em grande parte devido à retomada do crescimento na China, que havia desacelerado em 2015. Japão, Grã-Bretanha, Índia e Coreia do Sul completam os cinco principais mercados internacionais. Isto compensou uma ligeira queda nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá – um mercado de 262 milhões de espectadores – , que foi de US$ 11,4 bilhões em 2015 para US$ 11,1 bilhões no ano passado. A faixa etária que mais foi ao cinema foram os pré-adolescentes e adolescentes entre 12 e 17 anos. Este público assistiu a uma média de 4,9 filmes. O segundo grupo etário que mais gastou em ingressos foi dos 18 a 24 anos. Uma curiosidade do relatório foi o registro de que o aumento da arrecadação aconteceu de forma paralela ao crescimento dos serviços de streaming, que oferecem filmes para serem assistidos em casa. Segundo o levantamento da MPA, os americanos gastaram 49% de seu tempo com plataformas digitais em 2017.

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    Hollywood vai auditar bilheterias da China atrás de fraudes nas arrecadações de cinema

    27 de junho de 2017 /

    Com a indústria cinematográfica americana cada vez mais dependente do mercado internacional, a Motion Picture Association of America (MPA), que representa os seis principais estúdios de Hollywood, decidiu auditar pela primeira vez as bilheterias de cinema da China. A informação foi repassada por uma fonte anônima ao serviço de notícias da Bloomberg e confirmada por revistas especializadas. A MPA contratou uma empresa de contabilidade para verificar se a venda de ingressos tem sido registrada de forma correta, após centenas de casos de erros na contabilização das receitas terem sido detectados na China. Nos acordos internacionais de distribuição, os estúdios recebem 25% das vendas de bilheteria, portanto, obter números precisos é uma forma de evitar fraudes. No ano passado, a China aprovou legislação com multas elevadas para combater a falsificação dos dados de bilheteria. Mesmo assim, a Administração Estatal de Imprensa, Publicações, Rádio, Filmes e Televisão da China puniu mais de 300 cinemas por informar números inferiores aos reais da venda de ingressos, em março. A auditoria de Hollywood faz parte de um acordo de mercado entre o MPA e as autoridades chinesas, cujos detalhes não foram divulgados publicamente. Os maiores estúdios de Hollywood têm contado com as bilheterias da China para equilibrar suas receitas. Vários blockbusters recentes fizeram mais sucesso no mercado chinês que nos próprios Estados Unidos. Entretanto, a fatia dos estúdios no mercado doméstico é bem maior, em torno de 50% da comercialização das bilheterias, o que faz com que o sucesso na América do Norte tenha mais peso no desenvolvimento de franquias.

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