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    The Book of Birdie: Terror escrito, dirigido e estrelado apenas por mulheres ganha fotos e trailer mórbidos

    2 de julho de 2017 /

    A Reel Suspects divulgou fotos, o pôster e o primeiro trailer de “The Book of Birdie”, terror britânico escrito, dirigido e estrelado apenas por mulheres. A prévia mistura heresia e visões religiosas com imagens mórbidas, de freiras suicidas. A trama se passa num convento para onde se muda Birdie (a estreante Ilirida Memedovski), uma adolescente frágil e introvertida, cuja imaginação hiperativa inspira obsessões grotescas. Sua vida tediosa ganha uma distração quando ela conhece Julia (Kitty Hall, também estreante), uma garota que trabalha na manutenção do local, que lhe desperta uma paixão crescente. Mas não tão forte a ponto de afastá-la de sua principal fascinação: o sangue. “The Book of Birdie” marca a estreia na direção de Elizabeth E. Schuch, que trabalhou no departamento de arte de “Mulher-Maravilha”, e seu elenco destaca Suzan Crowley (“A Filha do Mal”) como a Madre Superiora. Atualmente em exibição no circuito de festivais internacionais, o filme teve première brasileira no Fantaspoa, em maio, mas ainda não possui previsão de estreia comercial.

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    A Morte de Luís XIV é uma obra mórbida de arte

    26 de janeiro de 2017 /

    Um filme que cheira à morte. Assim pode ser descrito a nova obra de Albert Serra, “A Morte de Luís XIV”, que apesar de parecer um desafio para um público mais amplo, é tão fascinantemente mórbido que prende o espectador até seu doloroso fim. Quem teve a paciência de ver até o final o primeiro filme do cineasta catalão, “Honra dos Cavaleiros” (2006), pode até considerar “A Morte de Luís XIV” extremamente acessível. Mas é um filme de andamento narrativo lento e que abusa da sensação de claustrofobia – a história se passa quase que inteiramente dentro do quarto de Sua Majestade. O título deixa claro do que a produção se trata. E desde o começo da narrativa o rei da França já aparece extremamente debilitado, reclamando de uma dor na perna. É razoável imaginar que o fato de ser um monarca lhe permitiria maior conforto, mas o tratamento privilegiado apenas torna sua decadência física mais incômoda e escancaradamente visível. Vê-se a manifestação tangível da morte em cada etapa de sua deterioração, a começar pelo orgulho próprio. Ansioso por participar de uma missa ou de uma reunião importante, o rei percebe que não tem condições de fazer qualquer coisa a não ser ficar deitado em seu leito. “A Morte de Luís XIV” mostra sua agonia com muitos silêncios e muitos sussurros. O rei pouco fala, até porque não tem forças. Mas aqueles que estão monitorando e tentando salvá-lo da doença conversam o tempo todo sobre as possibilidades de cura, de tentar salvar a perna doente, de pensar na alimentação como possível inimiga da saúde etc. E a linguagem narrativa de Serra em seu filme é tão impressionantemente realista que é quase como se estivéssemos ali pertinho do rei moribundo, aguardando como urubus o momento de sua partida final. Mas, ao mesmo tempo que é realista na condução da dramaturgia, há todo um cuidado formal com a disposição da câmera, das cores (com destaque para o vermelho) na fotografia, e outros aspectos que valorizam a construção das cenas, refletindo os tons e a suntuosidade da pinturas de Hyacinthe Rigaud, retratista favorito do rei. Não custa lembrar que Luís XIV é considerado o maior rei da França. Recebeu a alcunha de “Rei Sol” e reinou longos 72 anos, sendo que foi durante o seu reinado que o país chegou à liderança das potências europeias. Saber esses e outros detalhes é importante para situar a comoção que a morte do rei pode ter causado na época. Mas, mesmo não sabendo nada a respeito do personagem, o filme de Serra tem uma força impressionante, com sua atmosfera lúgubre. Para os cinéfilos, também ressoa a escalação de Jean-Pierre Léaud, que será eternamente lembrado por seu papel como o inquieto e enérgico Antoine Doinel, cuja trajetória começou ainda criança nos filmes de François Truffaut. Quem apostaria, em 1959, que o menor de “Os Incompreendidos” continuaria no cinema por mais de meio século para se mostrar como um homem velho em estado terminal?

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