“Os Pingüins do Papai” é uma comédia de erros. E não é porque o filme utiliza as escolhas equivocadas de seus personagens para ser engraçado, mas porque tudo é tão excessivo e desnecessário que o espectador não tem outra saída senão rir – da vergonha alheia.
Baseada numa história bastante interessante escrita por Richard e Florence Atwater, publicada originalmente em 1838, a trama não poderia ser mais simples. O filho de um aventureiro que passa boa parte do tempo dando a volta ao mundo, cresce sem a presença do pai e se torna Mr. Popper (Jim Carrey “Sim, Senhor”), um homem de negócios pragmático sem tempo para a família. Quando o pai morre, ele recebe um pingüim de verdade como herança, e numa confusão para se livrar do animal acaba recebendo mais cinco.
Claro que os animais do título conquistam os filhos de Popper, melhoram suas relações com a ex-mulher e fazem com que o amargo homem reflita sobre sua vida, pondo em risco o emprego que demanda praticidade.
Claro, porque você já viu este filme antes. Não é preciso muito distanciamento para entender que estamos diante de um subgênero infantil conhecido como “filme de cachorro”, em que os bichos por acaso são pinguins. Mas não é a este equívoco que a abertura da crítica se refere.
O desastre começa no roteiro, escrito pelo estreante Jared Stern e seus parceiros Sean Anders e John Morris (“Sexdrive”, “A Ressaca”) que, a julgar por seus históricos, não tem a sensibilidade necessária para adaptar um conto infantil.
Somado a isso, está a incompetência de Mark Waters, bastante conhecido pelo megassucesso de “Meninas Malvadas” (2004). Se o filme adolescente apresentava um diretor promissor e talentoso, seus trabalhos seguintes mostraram que todo o crédito era do roteiro de Tina Fey.
Geralmente cheio de tiques e exageros, Jim Carrey aparece mais contido e até convincente em alguns momentos dramáticos, mas contracenar com meia dúzia de animais dificulta muito as coisas, e Carrey soa como um esquizofrênico conversando com as paredes.
Situações estapafúrdias, como pinguins voando e fazendo suas necessidades na privada, que deveriam ser engraçadas, não fazem muito mais que encantar os espectadores com menos de 10 anos – e aborrecer quem já passou dessa idade. Pode funcionar como filme para a família ver no fim de semana, e realmente é para o DVD.
Os Pinguins do Papai
(Mr. Popper’s Penguins, EUA, 2011)
Lançamento em DVD e Blu-ray




































5 Comentários
Pipoca Moderna, peço desculpas se ofendi ou disse algo de errado.
Só postei a minha opinião da critica e do filme.
NOSSA CRITICAZINHA RUIM DO CÃO!
O FILME É O MELHOR FILME FAMÍLIA DO ANO, TODOS GOSTAM, SÓ CRÍTICOS DE QUINTA COMO VOCÊ QUE NÃO GOSTA.
O FILME É PERFEITO EM TODOS OS ASPECTOS, NÃO É O MAIS ENGRAÇADO MAS É BOM SIM, É BOM PARA SE DIVERTIR QUANDO VOCÊ ESTÁ COM TÉDIO.
NOTA 9 PRO FILME
Qualquer filme é bom para divertir quem está com tédio, Cavyn. Já a crítica cumpre outra função. Ela não existe para exaltar a mediocridade.
poxaa, tenho 14 anos, assisti o filme e axei legal !! mas claro que não é aquele filme o mais engraçado que vi, mas é um bom filme, gostei !! e quero comprar em DVD. o filme não é todas essas criticas que vc disse, (chamou carrey de esquizofrenico o_O ) o filme é engraçado ! muito legal ! o filme tem comédia siim ! e vc não ri por desgosto como vc disse, mas sim pq alguns momentos o filme é engraçado ! GOSTEI do FILME !!!!!!!!! mt boom!!
Achei o filme Simpático. Nada á mais do que isso