Há quatro anos, Christopher Nolan lançava seu já lendário “Batman – o Cavaleiro das Trevas”, dando sequência à trilogia iniciada com “Batman Begins” (2005). O filme, além de ser considerado por muita gente como o melhor longa daquele ano, ainda tornou-se icônico graças à inesquecível atuação de Heath Ledger como o Coringa. Dezenas de prêmios póstumos foram concedidos ao ator – incluindo o Oscar –, aumentando ainda mais o respeito por um filme que já era um sucesso absoluto sob todos os aspectos. Posto isso, podemos imaginar a pressão e expectativa em torno da nova continuação. Seria Nolan capaz de superar-se?
A trama de “Batman – o Cavaleiro das Trevas Ressurge” se passa oito anos após a conclusão do filme anterior, com Batman assumindo a culpa pela morte de Harvey Dent. Afinal de contas, Gotham precisava de um herói inquestionável. E a ficção criada em torno disso funcionou por algum tempo, já que a imagem do Harvey bom, antes de se transfigurar no Duas Caras, foi responsável por uma dura lei anticrime que limpou as ruas de Gotham.
Só que a paz será novamente ameaçada com a chegada de um novo vilão: Bane, mercenário mascarado com um passado obscuro. Ao mesmo tempo em que uma ousada ladra de joias parece desafiar Bruce Wayne, Batman se sente compelido a ressurgir para impedir que Bane instaure o caos e destrua a cidade. Mas estaria ele à altura de tamanho desafio depois de longos oito anos sem treinar, vivendo nas sombras?
Neste filme, reencontramos o Bruce Wayne/Batman de Christian Bale, o Comissário Gordon de Gary Oldman, o Lucius Fox de Morgan Freeman e o Alfred de Michael Caine. Ao lado destes velhos conhecidos, surgem novos personagens interpretados por Tom Hardy, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt e, claro, Anne Hathaway.
Sobre a Mulher-Gato, vale dizer que a personagem (que é apresentada apenas como Selina Kyle, não sendo chamada pela alcunha em nenhum momento do filme) tem uma sensualidade mais atlética, talvez para se contrapor à interpretação dengosa imortalizada por Michelle Pfeiffer no longa de Tim Burton (“Batman – O Retorno”, de 1992). Ponto para Anne, que acerta ao buscar sua própria leitura do personagem e não tenta reproduzir o mesmo estilo seguido por Michelle.
Na verdade, cada um dos novos personagens tem um desdobramento surpreendente ao longo do filme. De fato, o filme como um todo acerta justamente por não cometer o maior erro das sequências, ou seja, repetir o que deu certo antes, apenas de forma amplificada.
Se no longa anterior, o carisma e a inteligência refinada do Coringa se sobrepunham aos demais, aqui Nolan apresenta um vilão sem humor e sem sutilezas, portador de uma maldade em estado bruto. Também aproveita para equilibrar melhor o espaço dado a cada personagem, fazendo com que não haja um grande destaque em particular e sim um somatório de grandes atores fazendo sua parte e contribuindo para um filme mais coeso.
Com esse equilíbrio, personagens como o Alfred de Michael Caine finalmente tem oportunidade de brilhar em algumas cenas memoráveis, sendo Caine responsável pelos momentos mais emotivos do filme.
Também vale dizer que, mesmo com alguns flashbacks e momentos explicativos, é fundamental que o espectador tenha assistido aos filmes anteriores para entender completamente a história. Um exemplo disso é o momento cômico gerado pela súbita aparição de um personagem de “Batman Begins”, o que só tem graça se o espectador souber de quem se trata.
Falar sobre a parte técnica do filme chega a ser perda de tempo, já que ninguém esperava que ela fosse menos que perfeita. São 2h46 que parecem passar voando, na velocidade dos veículos incríveis e dos saltos vertiginosos projetados na tela.
Com uma parte final cheia de surpresas e um desfecho ambíguo, no qual a conclusão dependerá do grau de romantismo ou cinismo do espectador, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” fecha a trilogia em grande estilo. O filme é tão espetacular que, por mais que um impulso infantil nos leve a querer mais, devemos torcer para que Christopher Nolan não seja convencido a realizar mais um filme e mantenha-se firme em sua promessa de dar a saga do atormentado homem-morcego por encerrada. Mesmo que a Warner decida fazer mais filmes, esta trilogia jamais seria conspurcada.
Desde já, o filme do ano. Imperdível.
Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge
(The Dark Knight Rises, EUA, 2012)





































6 Comentários
nossa muito show esse filme, perfeitoo, esperandoo continuação…
Esse filme simplesmente e demais sem mais palavras , tem q ter continuaçao logicoo mas ele eh sem duvida o melhor da serie
otima critica e o filme é perfeito
assisti ao filme ontem e posso afirmar com toda certeza que este é o MELHOR DE TODOS OS BATMAN!Quando vi Dark Night pensei que seria um erro um terceiro filme(como Homem-Aranha 3 e principalmente X-Men 3!),fiquei muito receosa mesmo,mas dps do show que assisti,não tenho mais nenhuma dúvida sobre Chris Nolan ser o maior adaptador de heróis de todos os tempos!!O melhor filme de heróis que já vi e um dos melhores em geral(entre os três :D),não tem mais palavras pra definir a emoção que senti ao assisti-lo e como quero revê-lo no conforto da minha poltrona…o fim de uma franquia maravilhosa e o começo da lenda do Cavaleiro das Trevas..Viva Christopher Nolan!!
P.S:Agora estou ainda mais ansiosa pela versão dos Irmãos Nolan para O Homem de Aço,espero que tbm seja incrível! :))
Como visto Jonh Blake esta no filme e acha a caverna ;) espero que nolan use-o para continuar a franquia, afinal quem n sabe, Jonh Blake é o Robin ><
pow o filem é mt amis do q eu achava q iria ser e olha q achava q seria perfeito foi mt mais q perfeito o nolan deu uma aula de direção e de se mostrar como se adapatar uma franquia ja criada… EU QRO S q ele volte atraz e continue com uma história (eu particulamente colocaria o ROBIN como asa noturna, terndo q enfrentar grandes problemas e com mts dificuldades precisandod e ajuda o Bruce ve td e eele e selina voltam a ativa em ghotam e alfred volta para ajudar Bruce)