Depois de tentar um filme coral com “Idas e Vindas do Amor”, catástrofe de crítica, o diretor Garry Marshall (“Uma Linda Mulher”), a roteirista Katherine Fugate (“Um Príncipe em Minha Vida”) e seus produtores resolveram se reunir mais uma vez para, veja só, repetir a receita. Desse conhecido coquetel que mistura novas estrelinhas e veteranos de grife, um roteiro entrecortado de personagens unidimensionais e a direção mais passiva possível, surge “Noite de Ano Novo”.
Assim como no projeto anterior, a história se passa numa data comemorativa. Desta vez, acompanha a vida de duas dezenas de personagens no último dia do ano. Todos interpretados por celebridades, mas em arcos tão compactos que os reduz a simples coadjuvantes dispendiosos.
Confira o talento desperdiçado: Robert De Niro (“Os Bons Companheiros”), Hilary Swank (“Dália Negra”), Jessica Biel (“Esquadrão Classe A”), Halle Berry (“Mulher-Gato”), Zac Efron (“High School Musical”), Sarah Jessica Parker (“Sex and The City”), Sofia Vergara (série “Modern Family”), Katherine Heigl (“A Verdade Nua e Crua”), Michelle Pfeiffer (“Chéri”), Lea Michele (série “Glee”), Ashton Kutcher (“Par Perfeito”), Josh Duhamel (“Transformers”), Abigail Breslin (“Zumbilândia”), Hector Elizondo (“A Pequena Miss Sunshine”), Seth Meyers (humorístico “Saturday Night Live”), Til Schweiger (“Bastardos Inglórios”), o cantor Jon Bon Jovi (“Cry-Wolf – O Jogo da Mentira”), o rapper Ludacris (“Velozes e Furiosos 5″) e até o apresentador Ryan Seacrest (“American Idol”).
As possibilidades para explorar o romance são inúmeras, mas simplesmente não acontecem. Desde a relação de um cantor country com uma chef, até o drama da diretora do show de fim de ano na Times Square, nada parece ter sido muito bem pensado antes das filmagens.
No meio de tantas histórias mal construídas e conectadas de maneira pífia, a trama que envolve Michelle Pfeiffer e Zac Efron descobrindo uma improvável atração é a mais sincera, e talvez a única que funcionaria bem se estendida num filme próprio.
De resto, é o tipo de comédia romântica que revela seu receio de não ser tão divertida ao encaixar uma sequência de erros de gravação nos créditos finais, só por garantia. Não era preciso, pois fica claro para o público que os equívocos começaram assim que o projetor do cinema foi ligado.
Noite de Ano Novo
(New Year’s Eve, EUA, 2011)

































