Não dá pra saber ao certo quando Nicolas Cage passou a ser motivo de piada para uma boa parcela do público. Com apenas 46 anos de idade, premiado com o Oscar por sua performance em “Despedida em Las Vegas” e merecidamente indicado em 2002 pelo brilhante “Adaptação”, no qual interpreta o próprio roteirista, Charlie Kaufman, Cage tinha tudo para ser um ator respeitado – mas não é.
Além dos penteados cada vez mais excêntricos, o ator vem estrelando nos últimos anos um filme pior que outro, com raras exceções (“O Sol de Cada Manhã”, “Vício Frenético”), o que tem tornado sua filmografia uma das mais bizarras do cinema recente. O que é inegável é que Cage embarca em qualquer projeto por dinheiro – ele deve a alma para Receita Federal americana. Se fosse preciso mais uma prova de seu desespero, veja esse “Aprendiz de Feiticeiro”.
O filme marca seu reencontro com Jon Turteltaub, diretor dos dois “A Lenda do Tesouro Perdido”, ambos descartavelmente divertidos – o que não é o caso do filme em questão. Dos estúdios Disney, essa aventura, com cara de sessão da tarde oitentista, tenta animar as platéias infato-juvenis, mas não consegue entreter como deveria.
Aqui, Cage vive um feiticeiro encarregado de encontrar o novo sucessor de Merlin. Ele percorre o mundo até que encontra Dave, um garoto que, depois do choque de conhecer a magia de perto na infância, cresce como um nerd desengonçado (Jay Baruchel). O aprendiz do título precisa aprender a lidar com suas responsabilidades mágicas e vencer vilões seculares que sairam de seu sono profundo para justificar a produção.
“O Aprendiz de Feiticeiro” é a fantasia típica que a Disney lança todo ano buscando faturar uns trocados no verão americano. Só nesse ano o estúdio também lançou “Alice no País das Maravilhas” e “O Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo”, com resultados variados.
Como em “Alice”, a inspiração é uma animação clássica da era de ouro da Disney: um segmento estrelado por Mickey no longa “Fantasia”. E, curiosamente, a única cena que realmente vale rever é uma referência direta a “Fantasia”, na qual o protagonista luta com esfregões desobedientes.
Os problemas são muitos para enumerá-los. Começando pelo roteiro esquemático e que enrola os acontecimentos para criar algum tipo de tensão nunca alcançada, passando pela direção descuidada, que precipita a ação e a conduz de forma confusa e rápida demais, e finalmente chegando à caótica montagem que acentua todos os problemas da trama e da execução… Mas talvez nada seja tão insuportável quanto Jay Baruchel.
Como se não bastasse a falta de carisma e de talento, Baruchel parece reprisar seu papel em “Menina de Ouro”, onde vivia um jovem mentalmente atrasado. O público é até capaz de torcer pelos vilões ao ouvir sua voz, uma mistura do Burro de “Shrek” com Scooby-Doo.
Leia outra crítica:
O Aprendiz de Feiticeiro
(The Sorcerer’s Apprentice, EUA, 2010)


































3 Comentários
Acho que tanta critica ao NICOLAS CAGE só me diz uma coisa.
INVEJA.As pessoas que criticam ele nunca vão chegar aos pés dele!!
Discordo totalmente dessa noticia. Nunca li tanta bobagem, não faz sentido essa critica ao Nicolas Cage, e principalmente ao filme Aprendiz de Feiticeiro. Eu assisti, gostei muito do filme, e agora quanto aos filmes que o Nic fez, tem muitos, muitos filmes bons dele. Ele é um ator extraordinário, sou fã do trabalho dele. Ele é ótimo, e acho que essa notícia é de alguém que realmente não gosta dele pra falar tanta bobagem.
Acho que tem muita gente que não tem o que fazer,então
acha um passatempo falando mal dos outros.
Vão tomar conta de suas vidas sem graça e deixem o NICOLAS CAGE em PAZ.