O filme “Melancolia”, do cineasta Lars Von Trier, foi o grande vencedor da 24º edição do European Film Awards, o Oscar do cinema europeu. “Melancolia” foi considerado o Melhor Filme de 2011 pela Academia Europeia de Cinema, em cerimônia realizada na noite de sábado (3/12) em Berlim, e ainda levou mais dois prêmios – Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
Havia grande expectativa para o discurso de agradecimento do polêmico diretor, mas o dinamarquês preferiu nem comparecer à premiação. Ao receber o prêmio em seu nome, a esposa do cineasta lembrou a decisão de Von Trier de não fazer mais declarações após o escândalo ocorrido no Festival de Cannes. Na ocasião, o diretor acabou banido pelo festival depois de expressar sua “simpatia” por Hitler.
Indicado a Melhor Diretor, Von Trier perdeu para sua conterrânea Susanne Bier, realizadora de “Um Mundo Melhor”, produção vencedora do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro no começo do ano. Kirsten Dunst, que também era favorita por “Melancolia”, pois tinha sido premiada pelo papel em Cannes, também ficou só na vontade. Seria a primeira vez que uma artista americana ganharia o prêmio europeu.
Quem levou o prêmio de Melhor Atriz foi a britânica Tilda Swinton, pelo papel impactante de mãe de um adolescente assassino em “Precisamos Falar Sobre o Kevin”. Seu compatriota Colin Firth bisou o Oscar e levou o prêmio de Melhor Ator por “O Discurso do Rei”. Nenhum dos dois compareceu à cerimônia.
Apesar das ausências sentidas – há quem diga deselegantes -, a premiação deste ano foi mais valorizada pela imprensa que as dos anos anteriores. Isto se deve à antecipação do evento para dezembro, no começo da temporada dos troféus de cinema. Mesmo assim, a vitória de filmes premiados 10 meses antes no Oscar, continuou perpetuando a sensação de rescaldo que pesa sobre o troféu europeu.
Os prêmios do cinema europeu foram criados em 1988, e são concedidos anualmente pela Academia Europeia de Cinema.
Confira a lista completa dos premiados
MELHOR FILME
“Melancolia”, de Lars Von Trier (Dinamarca)
MELHOR DIREÇÃO
Susanne Bier, por “Um Mundo Melhor” (Dinamarca)
MELHOR ATOR
Colin Firth, por “O Discurso do Rei” (Reino Unido)
MELHOR ATRIZ
Tilda Swinton, por “Precisamos Falar Sobre o Kevin” (Reino Unido)
PRÊMIO DO PÚBLICO
“O Discurso do Rei”, de Tom Hooper (Reino Unido)
MELHOR DOCUMENTÁRIO
“Pina”, de Wim Wenders (Alemanha)
MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
“Chico & Rita”, de Fernando Trueba, Javier Marechal e Tom Errando (Espanha)
MELHOR CURTA-METRAGEM
“The Wholly Family”, Terry Gillam (Itália)
MELHOR ROTEIRO
Jean-Pierre e Luc Dardenne, por “O Garoto de Bicicleta” (França-Bélgica-Itália)
MELHOR FOTOGRAFIA
Manuel Alberto Claro, por “Melancolia” (Dinamarca)
MELHOR COMPOSIÇÃO MUSICAL
Ludovic Bource, por “O Artista” (França)
MELHOR FILME DE ESTREIA
“Adem”, de Hans van Nuffel (Bélgica/Holanda)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Jette Lehmann, por “Melancolia” (Dinamarca)
MELHOR EDIÇÃO
Tariq Anwar, por “O Discurso do Rei” (Reino Unido)
PRÊMIO ESPECIAL AO CONJUNTO DA OBRA
para o diretor britânico Stephen Frears
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
ao ator francês Michel Piccoli
PRÊMIO ESPECIAL À CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA INTERNACIONAL
ao ator dinamarquês Mads Mikkelsen
PRÊMIO EURIMAGES
à produtora uruguaia Mariela Besuievsky



























