Uma semana após ser libertado de sua prisão domiciliar pela Justiça da Suiça, o diretor Roman Polanski voltou ao país, aparecendo no tradicional Festival de Jazz de Montreaux para prestigiar sua mulher, a atriz e cantora Emmanuelle Seigner (“Busca Frenética”). Para ver o show de Seigner, o cineasta compareceu sob forte segurança e acompanhado pelo próprio fundador do Montreux Jazz Festival, Claude Nobs.
No evento, Polanski confessou-se “feliz por estar livre”, agradecendo o apoio que recebeu da família durante o processo judicial. Agradeceu ainda “às milhares de pessoas que não deixaram de enviar as suas mensagens de apoio durante estes nove longos meses”, disse.
O diretor, premiado no último Festival de Berlim por “O Escritor Fantasma”, agora se prepara para retomar a rotina de filmagens, com um roteiro no qual trabalhou durante o isolamento forçado. Trata-se de um romance da grande escritora francesa Yasmina Reza: numa briga entre amigos, um desfigura o outro. Os pais das crianças decidem conversar “como pessoas civilizadas”. Mas o encontro fracassa e se transforma em um ato burlesco, um pesadelo.
Por que Yasmina Reza quis que esse belo romance fosse levado ao cinema por Roman Polanski? “Porque”, ela explicou, “Roman Polanski é um gênio dos temas huis-clos (tabu).” O título do filme? Le Dieu du Carnage (O deus da matança).




























