Lady Gaga prepara nova polêmica. A cantora vai ser Maria Madalena no videoclipe de “Judas”, segundo single do álbum “Born This Way”. As informações foram dadas por Laurieann Gibson, coreógrafa e diretora criativa da cantora, à MTV americana.
No clipe, ela contracenará com Norman Reedus, ator que participou do piloto de “Hawaii Five-0″ e integra o elenco fixo da série de zumbis “The Walking Dead”. Ele viverá Judas.
“Acho que a maioria das pessoas já está pensando na blasfêmia de Lady Gaga e premeditando a abordagem do clipe. Acho que ficarão muito chocados ao descobrir quão forte e revolucionária é a mensagem e como ela será liberada pelos motivos certos. Vai realmente chocar o mundo”, disse Gibson à MTV.
O single de “Judas” será lançado no dia 19 de abril, com o clipe seguindo logo depois. E Lady Gaga já o elege o melhor de sua carreira. “É o momento mais excitante de minha carreira. É o melhor trabalho que eu já fiz”, ela twittou. Seu trabalho anterior, o single “Born This Way”, apesar de elogiado, foi considerado cópia de um antigo hit de Madonna, “Express Yourself”.




























5 Comentários
Gaga não inventou a pólvora! RAUL SEIXAS já fez uma musica sobre judas muito mais contundente que essa daí. não concordo com Raul, mas a musica dele é muito mais profunda q essa daí. fala da humanidade do erro dele. mas…. de qq forma, a quem a Gaga ofendeu nesse clip, no meu entendimento foi Maria Madalena.
Na verdade eu tenho que reconhecer que eu posso ter me precipitado e que você pode estar certo, MK. Você está certo ao dizer que conhecer o trabalho de um artista é mais do que ouvir alguns clipes e assistir alguns vídeos -sei disso porque estudo e pratico isso há muito tempo.
Trata-se de um terreno pantanoso. É preciso saber onde estamos pisando para afirmar alguma coisa com convicção. Eu não sei nada sobre música e muito pouco sobre arte contemporânea (especialmente a figurativa), mas o suficiente para reconhecer que Lady Gaga parece ser muito mais do que essas pistoleiras do POP.
De qualquer forma, sobre o que eu entendo bem eu posso falar com certeza: defender o homossexualismo não é ser católico. É como ser vascaíno e frequentar a Raça Rubro-Negra, por exemplo. Não faz o menor sentido.
esse david rebuscou tanto nas palavras que não chegou a nada!
Só para constar… Quem acompanha de verdade a “carreira” de Gaga sabe que suas qualidades como ser humano são imensamente boas. Ela está frequentemente envolvida em diversos tipos de ações solidárias, seja ajudando em adquirir grandes quantias para doação ou simplesmente de forma ativista, como ela fez contra a política do “DADT”. Sem falar, é claro, na sua “filosofia-gagaísta” contra o preconceito, pró-igualdade, superação e libertação, que ela propaga continuamente através de entrevistas, shows e etc.
Independente de sua qualidade artística (que não é ruim), ela com certeza não é fútil do ponto de vista sociocultural, visto que ela está influenciando pessoas de todas as partes do mundo de forma positiva. Cabe as pessoas saber interpretar suas ironias em afirmações como “fútil, mas divertida”.
Outro detalhe é que a abordagem dela não tem referência somente à bizarrices e afins, bem como ela não faz críticas a igreja católica, mas sim a fundamentalistas extremos. Ela cresceu numa escola católica, ou seja, ela tem uma forte influência religiosa por trás dela e as críticas surgiram como resposta às “acusações” de grupos religiosos incomodados com o apoio que ela dá à comunidade LGBT.
Já a proposta artística dela recorre ao surrealismo (que eventualmente pode conter referências góticas e bizarras do tipo) e pop art , o que engloba todos os ícones que habitam esse cenário, incluindo obviamente um dos maiores de todos eles, Madonna. Mas dizer que ela se baseia na Madonna pra construir sua imagem é reflexo da inércia do pensamento que os tabloides iniciaram. Pra conhecer o trabalho de um artista (e a ideia por trás dele que nem sempre é tão óbvia) é preciso mais do que ver alguns clipes e ouvir alguns hits (e na maioria dos casos, ler alguns artigos).
Sobre usar trajes mínimos seria interessante ler uma dissertação redigida pela própria quando ainda cursava a universidade de artes de NY, que cita Spencer Tunick e Michel de Montaigne. O texto aparenta ser um fragmento da dissertação em si, intitulado de “Reckoning of Evidence”.
Sua qualidade enquanto ser humano tem se mostrado inversamente proporcional ao seu talento artístico. Falar o quê de alguém que estrela clipes sempre em trajes mínimos e se apresenta como pessoa “fútil, mas divertida”?
Eu acreditava que seu jeito de se referir ao mundo da cultura pop-industrial poderia soar irônico, antifrásico e iconoclasta. Ela tem essa tendência. Afinal, não é comum ver uma artista pop com uma personalidade característica e que se destaque sobretudo mais pelo horror do que pela beleza. Quem não se lembra de suas performances escandalosas, banhadas a sangue e outras coisas a mais?
No entanto, Lady Gaga caiu na armadilha. Acreditou que ser o Frankenstein da mass media era o mesmo que ser uma Britney Spears às avessas. Acreditou que afrontar a Igreja Católica é ser subversivo. Acreditou tanto no epíteto “rainha dos gays” que assumiu uma ação de marketing como filosofia própria.
Infelizmente, para ela, tudo isso aí não passa de modinha -e que ela vai repetindo ad infinitum. A indústria cultural é o monstro que tudo engole e cospe à “sua imagem e semelhança”. A imagem de beleza vende -mas a imagem de subversivo também -por isso, no seio mesmo das gravadoras, você encontra, ao mesmo tempo, 50 Cent e Taylor Swift. Só não encontra personalidade e subversão verdadeira.
Uma pena que a garota tenha se rendido ao reino do sensacionalismo. Poderia ter se tornado um Quentin Tarantino musical, mas optou por construir a própria imagem se baseando mais no reflexo de Madonna do que no de si mesma. Mary Shelley deve estar se revirando no túmulo.