Os franceses comemoraram com orgulho e entusiasmo a vitória de “O Artista” nos principais prêmios do Oscar 2012. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, exaltou o filme como o representante da vitalidade do cinema do país. “Este filme mudo seduziu a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por uma inventividade e uma graça que refletem todos os aspectos da obra”, disse Sarkozy.
O filme de Michel Hazanavicius fez história por ser o primeiro filme estrangeiro a levar o Oscar de Melhor Filme, além de render o primeiro Oscar de Melhor Ator para um intérprete francês (Jean Dujardin). A vitória também marca um ano excepcional para o cinema do país, que tem ganhado cada vez mais visibilidade.
“A Coroação do Artista” foi a manchete do jornal francês Le Monde. E a comemoração continuou. O grande cineasta francês Claude Lelouch, vencedor do Oscar pelo roteiro de seu filme “Um Homem, uma Mulher” (1966), disse em um programa de rádio que a vitória representa algo muito maior. De fato, é muito difícil para o público americano abraçar um filme estrangeiro, principalmente sendo francês, já que a relação entre os dois países ficou estremecida por ocasião da segunda invasão do Iraque – a França foi contra.
O cineasta Christophe Barratier, indicado ao Oscar pela Canção Original de seu filme “A Voz do Coração” (2005), disse em sua conta no twitter que “O Artista” abriu as portas para os filmes atípicos.
“O Artista” ganhou os prêmios de Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator, Melhor Diretor, além do prêmio máximo da noite.



























