CANNES O drama mexicano “Después de Lucia” foi o grande vencedor das premiações paralelas da 65ª edição do Festival de Cannes. Dirigida por Michel Franco e estrelada por Tessa Ia Gonzáles, irmã do ator Gael Garcia Bernal, o filme conquistou o juri da mostra Um Certo Olhar (Un Certain Regard) e levou o prêmio máximo dessa categoria.
“Sempre que você participa de um festival, há a possibilidade de ganhar, mas nunca imaginei que ganharia”, discursou o diretor Michel Franco. “Estou flutuando”
O filme aborda o bullying sofrido na escola por uma menina de 15 anos que mora com o pai viúvo. Para não criar mais problemas para o pai sofrido, a adolescente sofre calada diversos abusos dos colegas de escola.
O prêmio de Melhor Atriz foi dividido entre Suzanne Clement, por “Lawrence Anyways”, do diretor canadense Xavier Dolan, e Emilie Dequenne, de “A Perdre la Raison”, do diretor belga Joachim Lafosse. O filme de Dolan teve críticas negativas, mas a interpretação de Suzanne foi convincente, dando vida a um homem que decide envelhecer como mulher e se torna um travesti. Ela pode ter ganho o prêmio de interpretação masculina, já que, curiosamente, nenhum ator foi premiado na categoria.
O juri presidido pelo ator britânico Tim Roth premiou ainda deu um prêmio especial ao francês “Le Grand Soir”, de Benoît Delépine e Gustave Kervern, e uma menção para a produção do leste europeu “Children of Sarajevo”, do bósnio Aida Begic.
O troféu Cinefondation 2012, que premia filmes produzidos por universitários, ficou nas mãos da diretora russa Taisia Igumentseva, por sua produção “Doroga Na”. O cineasta brasileiro Karim Aïnouz (“Viajo porque Preciso, Volto porque te Amo”) fez parte do júri que premiou o longa russo.
A crítica presente em Cannes também escolheu seus favoritos. O diretor ucraniano Serguei Loznitsa, com seu filme “V Tumane”, ganhou o prêmio principal da Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci).
Os jornalistas, porém, não concordaram com Tim Roth e destacaram “Beasts of The Southern Wild”, dirigida pelo americano Benh Zeitlin, como o melhor da mostra Um Certo Olhar – filme já havia sido premiado no Festival de Sundance, em janeiro. O terceiro prêmio, escolhido entre as sessões paralelas Quinzena dos Realizadores e Semana da Crítica, foi para o longa-metragem “Rengaine”, de Rachid Djaide.




























