O Festival de Brasília de Cinema Brasileiro, um dos maiores do país, virá com mudanças em 2012. Entre as novidades está a criação de uma categoria separada na premiação para os documentários, que até então concorriam com os filmes de ficção. A organização do festival fez esses anúncios à imprensa na terça-feira (15/5).
A 45ª edição do festival vai premiar o melhor documentário de longa-metragem com R$ 100 mil, enquanto o de ficção leva R$ 250 mil. O melhor curta de ambas as categorias será premiado com R$ 20 mil.
As alterações introduzidas na edição do ano passado, como a dispensa da exclusividade e ineditismo p,ara participar da seleção e a presença da tecnologia digital nas mostras competitivas serão mantidas. Todas essas mudanças foram pensadas pelo ex-diretor do festival Nilson Rodrigues, que também aumentou o prêmio para categoria de melhor filme, de R$ 80 mil para R$ 100 mil.
Sérgio Fidalgo, que havia trabalhado com Rodrigues na direção da última edição do Festival, assumiu a direção deste ano após a renúncia de Rodrigues, em decorrência de uma polêmica. Ele foi alvo de pesadas críticas do mercado audiovisual após entrevista ao jornal “Correio Braziliense”, em que criticava a forma de financiamento do setor no país. Rodrigues afirmou que, por “falta de condições políticas”, teria que deixar o cargo.
O novo diretor afirmou que pretende usar o mote dos 45 anos como tema do festival, que excepcionalmente não acontecerá em sua sede oficial este ano. Com a reforma do Cine Brasília, que deve durar até novembro, os filmes serão exibidos no Teatro Nacional e no Centro Cultural Banco do Brasil, além das exibições nas cidades satélites. Nesta edição, a cidade do Gama entrou na lista das sedes. Ela se junta a Brasília, Taguatinga, Sobradinho e Ceilândia.
Oficinas de interpretação e um debate sobre séries de TV, com o escritor e roteirista Marçal Aquino e Adriana Falcão, autora da série “Louco por Elas”, da rede Globo completam a programação do festival.
Durante o anúncio das novidades, o secretário de Cultura do Distrito Federal, Hamilton Pereira, fez uma observação política e lamentou o cancelamento do Festival de Paulínia. Ele afirmou que o acontecimento “faz mal para o cinema brasileiro”.



























