O trio do elenco principal é de fazer o público suspirar: Chris Pine (o capitão Kirk na nova franquia “Star Trek”), Tom Hardy (de “A Origem”) e Reese Witherspoon (de “Água para Elefantes”). Contudo, apesar de tanto charme e simpatia, não sobra muita coisa de interessante nesta comédia de ação feita com pouca ação e quase sem comédia.
Tuck (Hardy) e FDR Foster (Pine) são dois agentes da CIA. O primeiro é separado da esposa e tem um filho de 8 anos. O segundo é solteiro e leva uma vida de playboy sofisticado quando não está a serviço do governo. Ambos se sentem solitários, pois não encontram mulheres que os completem em um relacionamento. A solidão sentimental também afeta Lauren (Witherspoon), que trabalha testando a resistência e funcionalidade de produtos domésticos.
O caminho dos três se cruza após uma amiga de Lauren, sem que esta saiba, fazer um perfil bastante ousado da amiga em um site de relacionamentos. Por uma série de acasos, os dois agentes, temporariamente suspensos depois de uma ação desastrada, passarão a sair com Lauren ao mesmo tempo. Quando descobrem que estão interessados na mesma garota, começam uma competição para ver quem fica com ela.
Com um roteiro inexpressivo – que passa tempo demais andando em círculos sem avançar –, o filme do diretor McG (“As Panteras Detonando”) traz os exageros típicos do gênero. Como quando ambos agentes colocam o aparato tecnológico da agência do governo para atrapalhar um ao outro e impressionar a garota. As cenas de ação, que se poderia esperar tendo em vista o tema, ficam restritas ao início e ao final do filme. Já as piadas, dentre as poucas que há, perdem qualquer graça pelo calibre do clichê em que são carregadas.
Numa trama monótona, em que nem o charme e beleza dos atores segura a atenção, sobressai-se apenas as participações da amiga de Lauren, Trish (Chelsea Handler). É de sua atitude politicamente incorreta e desbocada que escapam algumas piadas capazes de produzir alguma graça. Na verdade, parece vir do politicamente incorreto as boas partes do filme. Como na cena em que um dos agentes, para impressionar a garota, entra ensandecido em uma amistosa arena de paintball.
No resto do filme, não acontece nada muito engraçado ou divertido. Na verdade, não acontece nada.
Guerra É Guerra
(This Means War, EUA, 2012)

































