Peter Greenway filmará passagem de Eisenstein pelo México

O diretor Peter Greenaway (“O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante”) revelou que pretende dirigir “Eisenstein in Guanajuato”. A informação é do site The Hollywood Reporter. O filme contará a visita do mestre do cinema soviético Sergei Eisenstein ao México a partir de dezembro de 1930, período em que produziu o clássico “¡Que viva México!” (1932).

Sergei Eisenstein foi um dos maiores cineastas do século 20 e inventor da moderna técnica da montagem. Sua técnica de montagem cinematográfica consistia em alternar closes, tomadas de objetos e panorâmicas de ação para guiar o espectador pela história. A técnica mostrou-se especialmente efetiva ao narrar filmes de propaganda sovieética, como os clássicos longas “Outubro” (1920) e “O Encouraçado Potemkin” (1925).

O site Submarine, responsável pela produção do filme, apresentou uma longa sinopse, que pode ser resumida assim: “O cultuado cineasta Eisenstein viajou ao México em 1931 para fazer um filme patrocinado em segredo por americanos simpatizantes do comunismo, liderados pelo escritor Upton Sinclair. Eisenstein pretendia ficar apenas alguns dias em Guanajuato, para filmar uma mina de prata do século 18 e o famoso Museu dos Mortos. Mas se apaixona e passa 10 dias sensuais na cidade, uma experiência que muda sua vida no momento em que começa a sentir antagonismo em sua própria pátria, cada vez mais subetida ao stalinismo”.

Greenway, que se considera grande admirador de Eisenstein, encara o projeto como “uma homenagem”, em sua própria definição.

“Eisenstein in Guanajuato” deve ter suas filmagens agendadas para dezembro. Após este filme, o cineasta planeja rodar “Food for Love” (“Alimento para o Amor”, em livre tradução), uma adaptação de “Morte em Veneza”, de Thomas Mann, que o cineasta define como “sequência para ‘Morte em Veneza’”, o filme clássico de Luchino Visconti, rodado em 1971.

1 Comentário

  • 2 de agosto de 2012 | Permalink | Responder

    Peter Greenaway levou o prêmio especial “Hors Conours” do Uranium Film Festival Rio de Janeiro
    O 2º Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear (Uranium Film Festival) deu o prêmio “Oscar Amarelo” a filmes dos Estados Unidos, Suécia e Alemanha. Bill Keislings “Não Publicável: Incidente Nuclear em Lock Haven”, USA, recebeu o Prêmio de Melhor Longametragem; o diretor sueco Marko Kattilakoski recebeu o Prêmio de Melhor Curtametragem com o filme “Pausa para o Café” (Fikapaus) e Rainer Ludwigs da Alemanha recebeu o Oscar Amarelo na categoria animação com o filme “A História de Leonid”. O filme extraordinário “Bombas Atômicas no Planeta Terra” do multiartista Peter Greenaway recebeu o prêmio Hors Concours.

    O documentário experimental “Bombas Atômicas no Planeta Terra” de Peter Greenaway, que mostra a insanidade de mais de 2.200 bombas atômicas lançadas sobre o Planeta Terra entre 1945 e 1989, levou o prêmio especial “Hors Conours” do festival. “Para um multiartista com mais de 70 obras audiovisuais, fica difícil superá-lo em todas as dimensões que um julgamento exige. Ele é fora de série”, disse o jurado do Festival João Luiz Leocádio, engenheiro nuclear e professor da Faculdade de Cinema da Universidade Federal Fluminense.

    http://www.uraniumfilmfestival.org

Deixe um comentário

Add your comment below, or trackback from your own site. You can also subscribe to these comments via RSS.

Seu email nunca aparece.