MOSTRA Pretensão e uma câmera. Era exatamente isso que o diretor Pascal Poissonnier tinha em mãos quando decidiu realizar “De Volta A Felicidade” (Walking Back to Happiness), tolo documentário sobre um acerto de contas com o próprio pai.
Pascal abre o filme com entrevistas da mãe, do irmão, de seus dois filhos pequenos, de sua esposa e, claro, de seu pai, uma figura amarga, insalubre e absolutamente desagradável. Os próprios entrevistados parecem não compreender o que o diretor/parente pretende com o projeto, o que, ao longo da metragem, Pascal revela não saber também.
A narrativa flutua entre situações posadas, lirismo deslocado, perguntas evasivas, uma estúpida problematização acerca dos laços de sangue e do nome da família, e muita lavagem de roupa suja. Mas o diretor não sabe finalizar os tópicos e volta várias vezes para tentar inutilmente amarrar as pontas soltas, criando redundâncias e perdendo o foco várias vezes.
Incapaz de filmar a história de sua família de forma interessante para o espectador, a única coisa em que Pascal obtém sucesso é tornar a figura de seu pai algo tão detestável quanto seu filme.






























1 Comentário
Detestável só mesmo a linguagem utilizada pelo autor do texto acima para descrever o documentário. Pura falta de profundidade, inexistente empatia, falta de `verbalidade´ e por aí fora… Até se pode não gostar mas escrever tanta incoerência para descrever algo tão simples e humano como o que nos é apresentado… algo cru e desordenado (mas não sem propósito ou fio condutor) ou não fossem muitas das filmagens feitas pelo autor ainda em criança. E olhe que ele não descobre que tem um pai detestável do modo que você o relata, ele finalmente descobre o pai, isso sim, muito menos deixa essa `detestável’ impressão para quem o vê, a menos lá está, que quem o veja não consiga enxergar para lá de meio palmo a contar do nariz.