“Para Roma, com Amor”, novo longa-metragem de Woody Allen, teve sua première americana na noite de quinta-feira (14/6) durante o LA Film Fest. O filme não emplacou na Itália, onde estreou antes do resto do mundo, mas os críticos americanos tinham boa vontade com a produção pelo histórico recente do diretor – Woody Allen ganhou este ano o Oscar de Melhor Roteiro por “Meia Noite em Paris” (2011).
O novo filme pretendia ser uma carta de amor à capital italiana, como o anterior tinha sido para Paris. Mas a crítica italiana considerou a homenagem quase uma ofensa, tamanha a caricatura de seus personagens. Os americanos não chegaram a tanto, mas a reação ao filme foi bastante contida, com várias opiniões negativas.
Todos concordam que há algo reconfortante nos personagens de Allen, uma cadência familiar, e que o início da projeção, exatamente como a de “Meia Noite em Paris”, apresentando atrações turística do país europeu ao ritmo de “Volare”, clichê musical italiano, é agradável. Porém a simpatia pelo filme não é mantida. Com a narração de um guarda de trânsito, os personagens começam a ser apresentados, mas sem aprofundamento algum. Os italianos retratados parecem, na verdade, nova-iorquinos perdidos geograficamente. O consenso é que “Para Roma, com Amor” é um filme “preguiçoso”.
“Em ‘Para Roma, com Amor’, Allen tenta repetidamente pontuar suas piadas, mas não consegue. Não há nada de errado com o humor old school do diretor, exceto quando ele falha categoricamente”, disse Eric Kohn, do Indiewire. “Na maioria do tempo, os personagens são muito estúpidos para o contexto. E a união de bons atores nessa situação não deixa de ser embaraçosa”, opinou Todd McCarthy, do Hollywood Reporter. “Pelo visto na tela, julgo que Allen não teve tempo ou espaço para desenvolver seus personagens, extremamente unidimensionais. Quando em Roma, Allen fez o que é habitual: adaptou a cidade à sua sensibilidade”, atacou Peter Debruge, da Variety.
Mas houve opiniões favoráveis. “Por ser frequentemente ‘bobos’, os personagens conseguem divertir. O filme pode não ser uma obra genial, mas não é insignificante. É outro vencedor de Allen, que continua conseguindo inspiração aonde quer que vá”, elogiou Craig Kennedy, do site Awards Daily.



























