A comédia baseada na série dos anos 1980 “Anjos da Lei” deixou a crítica americana feliz da vida. “Doce”, “Surpreendente”, “Adorável”, “Inteligente”, “Muito engraçado” foram alguns dos adjetivos impressos para elogiar a produção. E os elogios foram repartidos entre todos: pelos diretores Phil Lord e Christopher Miller (da animação “Tá Chovendo Hamburguer”) por acertarem o tom, pelo roteirista Michael Bacall (“Projeto X”) por entender de humor, pelo ator Jonah Hill por continuar a ser Jonah Hill e, principalmente, por Channing Tatum, que se reinventou como ator de comédia.
Até o venerável rabugento Roger Ebert, do jornal Chicago Sun-Times, festejou o “nascimento de Channing Tatum, o comediante”. Claudia Puig, do USA Today, reforçou: “Quem poderia esperar que Tatum, sempre escalado como galã convencional, pudesse ser tão engraçado? Ele se garante diante de Hill e todos os demais atores cômicos do filme”.
O crítico A.O. Scott, do New York Times, resume o sentimento geral, escrevendo que o filme é “um exemplo de como uma produto criado a partir de uma fórmula pode ser bem-sucedido”, reforçando que, apesar de ter o mesmo nome da série, “Anjos da Lei” tem pouco a ver com a fonte original, usada apenas como referência para misturar comédia colegial com o clássico tema da amizade masculina entre dois parceiros.
“Anjos da Lei”, que estreou nesta sexta (16/3) nos EUA e só chega em maio no Brasil, atingiu 87% de aprovação no índice do site Rotten Tomatoes, o que o torna, até o momento, a comédia mais engraçada do ano, segundo a crítica. Só não se sabe se isso representa uma boa notícia para os produtores. Afinal, as maiores bilheterias do ano têm sido marcadas pela execração da imprensa, veja-se por exemplo o Top 5 dos filmes mais vistos no Brasil nesta semana.



























