Comédia Running Wilde é a maior decepção da temporada

A comédia romântica “Running Wilde” reúne boa parte da equipe da elogiada série “Arrested Development”. Começando por seu protagonista, o bom comediante Will Arnett, que é também um dos criadores da série junto com Mitch Hurwitz e Jim Vallely, produtores e roteiristas de “Arrested”. A produção também marca o retorno à TV da atriz Keri Russell, que ficou famosa por estrelar a simpática série “Felicity” nos anos 90. Por tudo isso, já está sendo considerado a maior decepção do ano.

A história acompanha Steven Wilde (Arnett), um herdeiro multimilionário do ramo de petróleo. Ele cresceu com tudo que tinha direito e se tornou um homem egocêntrico e infeliz, que vive bêbado e mergulhado na lembrança do seu amor da adolescência, Emmy (Keri Russel), filha de uma das empregadas da mansão.

Emmy é o oposto dele, não liga para dinheiro e sim para para o meio ambiente, e se torna uma grande ativista, que luta contra a empresa do pai de Steven. Ela vive feliz entre uma tribo na floresta Amazônia, junto com seu namorado Andy (David Cross, de “Alvin e os Esquilos”) e sua filha Puddle (Stefania Owen, de “Um Olhar do Paraíso”), uma menina de 12 anos que não fala há seis meses, porque odeio morar na selva e quer voltar para os EUA. Ela volta para cidade quando descobre que Steven vai ganhar um prêmio (dado por ele mesmo para si próprio) de homem humanitário do ano.

Para não estragar detalhes da trama, melhor parar por aqui, apesar de a narrativa não ser das mais criativas.

No elenco secundário, temos Migo (Mel Rodriguez, de “Três Enterros”), empregado que se aproveita da inocência do protagonista, Sr. Lunt (Robert Michael Morris, da série “The Comeback”), o homem que cuida de Steve Wilde desde criança, além de Fa’ad (Peter Serafinowicz, de “Encontro de Casais”), seu estranho e esnobe vizinho.

Na maior parte do tempo, o episódio desperta a sensação de vergonha alheia, pelos atores que aceitaram participar de algo tão ruim. Nem mesmo o talento de Arnett ajuda. Seu papel é insuportável, mas também o são os de Keri Russell e da criança Stefania Owen, que tenta ser engraçadinha sem a habilidade para tanto.

Quem consegue se sair melhor é Mel Rodriguez. Como um latino estereotipado, ele protagoniza a única cena em que é possível rir nos 30 minutos de duração do episódio.

Ainda mais clichê é o tema de fundo da série, do homem rico e egoísta, que vai mudar seu jeito de ser pelo amor de uma mulher pobre. Onde já vimos essa história originalíssima antes? Ora, é o clássico “Sabrina” (1954) com um quê de “Arthur – O Milionário Sedutor” (1981).

O episódio piloto conseguiu ser não só o pior até aqui da nova temporada, mas também dos últimos anos. A audiência também foi baixa: 5,87 milhões, a mesma do retorno do drama “Parenthood”. Como o público americano tem um gosto peculiar, pode até ser capaz de a série durar mais do que merece.

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Running Wilde

Imagem de Amostra do You Tube
(EUA, 2010)

 ★☆☆☆☆ 

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+ Caio Arroyo

Caio Arroyo é jornalista, cinéfilo, viciado em séries e música e escreve no blog TV Cinema e Música.

1 Comentário

  • Fezzitta Identicon Icon Fezzitta
    18 de outubro de 2010 | Permalink | Responder

    Eu gosto bastante da Keri Russell por causa da série Felicity, da qual sou fã e revejo episódios esporadicamente até hoje. Por isso, tenho vontade assistir essa nova série Running Wilde… MAS O PESSOAL DO SHOW TEM QUE DAR UM JEITO NO CABELO DA KERI!!! Ou façam um escova direito ou deixem os cachos naturais, que são lindos.

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