Começa nesta terça (22/11) em São Paulo a 6ª Cinefantasy, mostra dedicada ao gênero fantástico, que exibirá 29 longas e 96 curtas-metragens de terror e ficção científica vindos dos mais diferentes lugares do mundo, de Bagé à Singapura. Um evento para quem não tem medo de caras feias mal maquiadas e de gritos em idiomas estranhos, no escuro do cinema.
Em comum, as obras deste – e de todos os anos da mostra – compartilham clima sombrio e orçamentos irrisórios. Há filmes feitos por até R$ 3 mil, como “Entrei em Pânico ao Saber o que Vocês Fizeram na Sexta-Feira 13 do Verão Passado — Parte 2”, do diretor paranaense Felipe Guerra.
A Noite do Chupa-Cabras
O Brasil está representado por 45 filmes. Entre os destaques, está a pré-estreia de “A Noite do Chupa-Cabras”, do capixaba Rodrigo Aragão. Já a seleção de lançamentos internacionais é uma caixa de Pandora, pois são filmes sem reputação no circuito dos festivais e de notas baixíssimas no IMDb, reforçando no evento um caráter trash – no mínimo, voltado a filmes B.
Assim, o melhor do Cinefantasy reside nas retrospectivas.
Holocausto Canibal
Além dos lançamentos internacionais, será exibida na Cinemateca uma retrospectiva com três produções do polêmico cineasta italiano Ruggero Deodato: “O Último Mundo dos Canibais” (1977), “House on the Edge of the Park” (1980) e o violentíssimo “Holocausto Canibal” (1980). Tratam-se de clássicos absolutos do que o cinema já fez de mais violento.
Para se ter noção, após lançar “Holocausto Canibal” o cineasta teve que levar o elenco para uma sessão na Suprema Corte Italiana para provar que os atores envolvidos estavam vivos. O filme também foi precursor do gênero de “found footage” (vídeo encontrado) que virou mania em terrores recentes, após “A Bruxa de Blair” (1999).
Alucarda
Também faz parte da programação um apanhado do cultuado diretor mexicano Juan López Moctezuma, colaborador de Alejandro Jodorowsky (“El Topo”), que filmou o clássico psicodélico “A Mansão da Loucura” (1973) e a sangrenta nunsploitation “Alucarda” (1978) – filmes que marcaram época e devem constar entre as referências dos cinéfilos que se prezam.
O Cinefantasy traz também workshop de roteiro com Raphael Draccon e uma palestra com Flávio Ricardo Vassoler sobre a relação filosófica entre o balé “Cisne Negro” e a obra de Edgar Allan Poe, com ênfase no terror irracional.
Planet of Vampire Women
A mostra terá sessões gratuitas e sessões a R$ 1. O ingresso mais caro de toda a programação custa apenas R$ 8. Para conferir a programação completa, vá no site oficial do Cinefantasy 2011.































