O cineasta brasileiro Jorge Furtado (“Saneamento Básico, O Filme”) organizou um manifesto endereçado à presidente Dilma Roussef, para que ela se posicione a favor da libertação dos diretores, artistas, jornalistas e professores universitários presos no Irã.
O documento também é assinado pelos cineastas Atom Egoyan (“O Preço da Traição”), Beto Brant (“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”), Daniela Thomas (“Insolação”), Frederic Le Boyer (“Naissance”), Guido Chiesa (“Io Sono Con Te”), Hector Babenco (“Carandiru”), Lais Bodanzky (“As Melhores Coisas do Mundo”), Lucia Murat (“Maré, Nossa História de Amor”) e Walter Salles (“Central do Bracil”).
A ideia surgiu com a vinda do diretor iraniano Mohsen Makhmalbaf (“A Caminho de Kandahar”) ao Brasil para a Mostra de São Paulo. Ele deixou seu país após ser ameaçado de morte.
Em carta aberta, Furtado compara a trajetória de Makhmalbaf com a de Dilma. “Ele tem uma história parecida com a sua: lutou corajosamente contra uma ditadura em seu país e por isso foi preso. Quando a ditadura terminou, ele emprestou seu talento para a construção da liberdade (…) Se aqui no Brasil esta história acabou bem e hoje vivemos numa democracia, no Irã a luta pela liberdade está bem longe de um final feliz”, escreveu o diretor no documento.



























