Morreu o músico Aurelio Dias, baixista que participou de discos famosos e trabalhou na mixagem de mais de 30 trilhas de cinemas. Ele tinha 54 anos e lutava contra um tipo raro de câncer gastrointestinal. Faleceu na manhã de domingo (26/8), no Rio de Janeiro.
Nascido em Manaus e radicado no Rio há muitos anos, o instrumentista e compositor gravou com Daniela Mercury (no disco “Sol da Liberdade”, de 2000), Fernanda Abreu (em “Entidade Urbana”, de 2000), Zélia Duncan (em “Acesso”, de 1998), Ed Motta (em “As Segundas Intenções do Manual Prático”, de 2000) e Arícia Mess (em “Cabeça-Coração”, de 1999). Também tocou com artistas como Herbert Vianna e Marina Lima, entre outros.
Aurélio Dias
Além da carreira musical, Aurelio tinha uma obra filmográfica volumosa, atuando de forma ativa na edição e na mixagem de trilhas, realizando mais de 30 trabalhos para o cinema. Quatro deles venceram o Festival do Rio: “Memória para Uso Diário” (2007), “Estrada Real da Cachaça” (2008), “Dzi Croquettes” (2009) e “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (2011).
Seu esmero na edição de som e mixagem pode ser conferido ainda em dois filmes atualmente em cartaz: o documentário “Vou Rifar Meu Coração” (2011) e a animação “Infinitum” (2012). Este último também tinha trilha sonora original de sua autoria. Ele ainda fez a trilha do documentário “Pachamama” (2007) e do drama “Meu Nome É Dindi” (2007), além de ter criado os efeitos sonoros do premiado “Ônibus 174″ (2002), documentário que lançou a carreira do diretor José Padilha (“Tropa de Elite”). Seu último trabalho foi no ainda inédito “Fernando Pessoa”, de Julio Bressane.
Estrada Real da Cachaça
Ele também desenvolveu um método próprio de ensino de baixo elétrico, que alunos como Bruno Migliari (que toca com Frejat) planejavam editar.
O músico deixa viúva a produtora audiovisual Maria Byington, além de uma filha de 15 anos.
Infinitum































1 Comentário
Pessoa mais pura, inteligente, trabalhador e honesta que já conheci.