Jogador Nº 1 estreia em 1º lugar na América do Norte

Jogador Nº 1 estreia em 1º lugar na América do Norte

 

“Jogador Nº 1” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, confirmando expectativas da indústria, mas com um desempenho menor que o esperado, tendo em vista o forte investimento de marketing da Warner.

O resultado evoca o grande paradoxo da carreira de Spielberg. Apesar de ser celebrado como um dos responsáveis por instituir os veraneios de blockbusters nos Estados Unidos, o diretor não costuma lançar filmes na estratosfera, como os longas de super-heróis atuais. Para se ter ideia, apenas um título de sua fimografia abriu acima dos US$ 100 milhões na América do Norte: “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, em 2008.

Por isso, os US$ 41,2M de “Jogador Nº 1” representam a 5ª maior abertura doméstica de toda a carreira do cineasta, entre “Jurassic Park” (US$ 47M) e “Minority Report” (US$ 35,6M).

Outro aspecto da filmografia de Spielberg é que a arrancada relativamente fraca de suas obras costuma ser compensada por maior tempo de permanência no ranking, o que faz com que acabem rendendo mais a longo prazo.

Sabendo dessa característica, a Warner antecipou o lançamento de “Jogador Nº 1” na quinta-feira (29/3), apostando numa estreia ampliada de quatro dias. O resultado foi um total de US$ 53,21M.

O sucesso foi maior no exterior, elevando a soma mundial a US$ 181,2M. Mas, com um orçamento estimado em US$ 175 milhões, “Jogador Nº 1” terá que manter a escrita de longevidade dos filmes do diretor para se pagar.

A programação norte-americana registrou ainda mais dois lançamentos.

“Acrimony” abriu em 2º lugar, causando muita surpresa. Afinal, é mais um dos muitos filmes feitos em série pelo diretor Tyler Perry, que nem sequer chegam em vídeo ao Brasil. Com reles 28% de aprovação, “Acrimony” é somente o primeiro dos três filmes que ele pretende despejar nos cinemas americanos em 2018. E, logicamente, não tem previsão de desembarque no país.

A última estreia foi o terceiro “Deus Não Está Morto”. O lançamento religioso tentou aproveitar a data do feriadão de Páscoa para servir de opção cristã nos cinemas. Mas não entrou nem no Top 10, numa rejeição do público ao conteúdo manipulativo da franquia – podrão, com 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. Lançado em 1,6 mil salas, “Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão” abriu em 12º lugar, atrás do fenômeno “Ilha dos Cachorros”, que faturou bem mais em 165 salas apenas.

Vale observar ainda a queda de “Círculo de Fogo: A Revolta”. Líder do levantamento passado, repetiu o tombo de “Tomb Raider” e caiu para o 5º lugar em sua segunda semana em cartaz.

Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá.

BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Jogador Nº 1
Fim de semana: US$ 41,2M
Total EUA e Canadá: US$ 53,2M
Total Mundo: US$ 181,2M

2. Acrimony
Fim de semana: US$ 17,1M
Total EUA e Canadá: US$ 17,19M
Total Mundo: US$ 17,1M

3. Pantera Negra
Fim de semana: US$ 11,2M
Total EUA e Canadá: US$ 650,6M
Total Mundo: US$ 1,2B

4. Eu Só Posso Imaginar
Fim de semana: US$ 10,7M
Total EUA e Canadá: US$ 55,5M
Total Mundo: US$ 55,5M

5. Círculo de Fogo: A Revolta
Fim de semana: US$ 9,2M
Total EUA e Canadá: US$ 45,6M
Total Mundo: US$ 231,9M

6. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim
Fim de semana: US$ 7M
Total EUA e Canadá: US$ 22,8M
Total Mundo: US$ 30,8M

7. Com Amor, Simon
Fim de semana: US$ 4,8M
Total EUA e Canadá: US$ 32,1M
Total Mundo: US$ 33,7M

8. Tomb Raider
Fim de semana: US$ 4,7M
Total EUA e Canadá: US$ 50,5M
Total Mundo: US$ 245,1M

9. Uma Dobra no Tempo
Fim de semana: US$ 4,6M
Total EUA e Canadá: US$ 83,2M
Total Mundo: US$ 104,3M

10. Paulo – Apóstolo de Cristo
Fim de semana: US$ 3,5M
Total EUA e Canadá: US$ 11,5M
Total Mundo: US$ 11,5M

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna