Remake de Charmed define atriz de Into the Badlands como terceira irmã bruxa

Remake de Charmed define atriz de Into the Badlands como terceira irmã bruxa

 

A atriz britânica Madeleine Mantock, conhecida pela série “Into the Badlands”, foi escalada como a terceira e última irmã bruxa do piloto do remake da série “Charmed”. A escalação confirma a abordagem da série. Assim como as irmãs mais novas, ela é uma intérprete negra de descendência latina.

Mantock viverá Macy, a irmã mais velha e líder do clã, num papel correspondente ao de Prue (Shannen Doherty) na série original de 1998. Na nova versão, a personagem será uma geneticista prática e cética, que fica chocada ao saber que o mundo sobrenatural é real.

Ela se junta a Melonie Diaz (“Fruitvale Station”), anteriormente confirmada como Mel, um ativista apaixonada que precisa lidar com as consequências de uma terrível tragédia, e Sarah Jeffery (“Descendentes”), intérprete de Madison, a caçula de 18 anos, que acaba de ingressar na faculdade e está apenas tentando se encaixar no mundo.

O perfil do trio de protagonistas coincide com o fato de suas criadoras virem da série “Jane the Virgin”, remake de uma telenovela estrelado por atores latinos. A produção é de Jennie Snyder Urman, criadora de “Jane the Virgin”, e o piloto foi escrito por Jessica O’Toole e Amy Rardin, roteiristas de “Jane the Virgin”.

Outra novidade no elenco é Rupert Evans (série “The Man In The High Castle”), que viverá um professor universitário misterioso, bonito e com conhecimentos ocultos que deve despertar o interesse das irmãs. O personagem tanto pode ser uma nova versão do anjo Leo Wyatt, interpretado por Brian Krause na série original, quanto do demônio Cole Turner, vivido por Julian McMahon.

A série original de 1998, produzida pelo lendário Aaron Spelling (“Ilha da Fantasia”, “Casal 20”, “Barrados no Baile”, etc), acompanhava três irmãs brancas (Alyssa Milano, Holly Marie Combs e Shannen Doherty) lidando com o despertar de seus poderes – uma quarta irmã (Rose McGowan) acabou surgindo mais tarde, quando a produção precisou “trocar” uma das atrizes (Doherty) por problemas de bastidores. A série durou oito temporadas, até 2006, mas fez tento sucesso que continuou sua trama nos quadrinhos, publicados até 2012.

O remake de “Charmed” foi cogitado pela primeira vez há quatro anos pela rede CBS, mas não chegou muito longe em seu desenvolvimento, após ser torpedeado nas redes sociais pelas atrizes da série original.

A rede CW se interessou pela franquia no ano passado. A ideia era fazer um prólogo passado nos anos 1970. Mas o desenvolvimento foi interrompido com a rejeição do roteiro e nem chegou a ter piloto encomendado.

As responsáveis pelo projeto rejeitado são as mesmas do piloto atual. Elas sugeriram uma nova abordagem, passada nos dias de hoje, centrada em três irmãs de uma cidade universitária que descobrem que são bruxas. Desta vez, ganharam sinal verde para gravar o piloto. Mas o projeto só vai virar série se os executivos do canal aprovarem o episódio de teste.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna