Warner quer Michael Bay como diretor da adaptação dos quadrinhos de Lobo

Warner quer Michael Bay como diretor da adaptação dos quadrinhos de Lobo

 

A Warner cogita produzir um filme do anti-herói “Lobo” com direção de Michael Bay (“Transformers”). Segundo o site da revista The Hollywood Reporter, as negociações entre estúdio e cineasta ainda não começaram, mas já existiria “um começo de dança”.

A avaliação da publicação é que tudo dependerá do roteiro encomendado para Jason Fuchs. Ele é um dos roteiristas creditados pela história de “Mulher-Maravilha” (2017), mas o filme passou por tantas reescritas que não se sabe o que sobrou de seu texto na tela. Anteriormente, ele assinou o fraquíssimo “Peter Pan” (2015) para o estúdio.

Considerado um dos personagens mais brutais da DC Comics, Lobo é um caçador de recompensas alienígena com superforça e praticamente invulnerável. Abusado, desbocado e sem paciência para frescuras, ele combina a violência de Wolverine com o humor ácido de Deadpool. E adora fumar charutos.

A adaptação dos quadrinhos está em desenvolvimento há pelo menos 15 anos, com Will Smith e Dwayne Johnson interessados no papel. Em 2009, a Warner queria o diretor inglês Guy Ritchie à frente da produção. Mas, em vez disso, Ritchie foi implodir outra franquia no estúdio, “Rei Arthur”. Brad Peyton (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) também esteve na lista de cineastas cotados para a produção.

Um dos roteiros descartados pela Warner, escrito por Don Paine (“Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”), acompanhava a chegada de Lobo à Terra, com sua motoca espacial, atrás de quatro fugitivos, que quebram tudo o que encontram no planeta. Para ajudar (ou atrapalhar) em sua caçada, Lobo se aliaria a uma adolescente de cidadezinha interiorana dos EUA.

Os filmes de Michael Bay são conhecidos por explodir literalmente seus orçamentos, com pirotecnias gigantescas, ampliadas por efeitos apocalípticos.

As fontes do THR dizem que o atual roteiro de “Lobo” projeta o orçamento para a casa dos US$ 200 milhões, algo que Bay está acostumado a torrar, mas que assusta a Warner. O estúdio pediu uma reescrita, antes de propor o negócio ao cineasta.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna