Adaptação dos quadrinhos de Danger Girl define roteirista

Adaptação dos quadrinhos de Danger Girl define roteirista

 

Os quadrinhos de “Danger Girl”, criados em 1998 por J. Scott Campbell e Andy Hartnell, vão virar filme. E o estúdio alemão Constantin (da franquia “Resident Evil”), parceiro da Sony, já definiu seu roteirista. A má notícia é que se trata de Umair Aleem, que tem apenas um trabalho lançado, o péssimo thriller B “Operação Resgate” (2015), com impressionantes 6% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Se isso indicar a opção por um filme barato, pode não só frustrar os fãs como desperdiçar o imenso potencial de uma franquia divertida, ao estilo de “Kingsman”, outra adaptação de quadrinhos.

“Danger Girl” acompanha um grupo de lindas agentes secretas lideradas por um mentor chamado Deuce – que a trama deixa no ar ser um antigo agente 007, uma vez que os desenhos são inspirados em Sean Connery.

A publicação da editora WildStorm se assume como paródia dos filmes do agente secreto de James Bond, só que com as Bond Girls encarregadas da ação central. Ou melhor, uma combinação de Bond Girls, As Panteras e Indiana Jones.

As personagens principais são a caçadora de tesouros Abby Chase, a femme fatale australiana Sydney Savage e a menina prodígio Silicon Valerie, hacker extraordinária. Além delas, as aventuras também incluem Sonya Savage, irmã de Sydney, a espiã russa Natalia Kassle, que era uma Danger Girl que virou vilã, o mencionado Deuce, o agente da CIA Johnny Barracuda e o misterioso agente secreto Zero, um mestre dos disfarces que ninguém sabe como realmente se parece – “dizem” que ele seria o famoso ladrão italiano Diabolik.

Por curiosidade, as heroínas de Danger Girl já encontraram o Batman num crossover de quadrinhos.

Além de “Operação Resgate”, Umair Aleem escreveu “Kate”, outro thriller de ação, atualmente em desenvolvimento na Netflix.

A adaptação de “Danger Girl” ainda não tem cronograma de produção ou previsão de lançamento.

Comente

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna