Academia do Oscar cria código de conduta após escândalos sexuais

Academia do Oscar cria código de conduta após escândalos sexuais

 

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos anunciou a adoção de seu primeiro código de conduta.

O documento é uma resposta aos escândalos sexuais que abalaram Hollywood e que já levaram a Academia a expulsar o produtor Harvey Weinstein, acusado de assédio sexual e estupro por mais de 50 mulheres.

O código valerá para todos seus 8.427 membros, que receberam as novas regras na quarta-feira (6/12) por email.

Uma das premissas do novo código é que a Academia não é lugar para “pessoas que abusam de seu status, poder ou influência de forma que extrapole os limites da decência”, nem para “aqueles que comprometam a integridade da instituição”.

Todas as regras do documento foram criadas por um conselho especial formado pelos membros da organização. Mas ainda não foram estabelecidas as penalidades para quem não seguir as diretrizes.

A mensagem de Dawn Hudson, CEO da Academia, avisa que a equipe que formulou o documento em breve “finalizará os procedimentos para lidar com as alegações de má conduta, assegurando que possamos abordá-los de forma justa e rápida”.

Até lá, Kevin Spacey, James Toback e outros denunciados permanecem na instituição. O primeiro tem dois Oscars e o segundo foi indicado ao troféu, além de mais denúncias de assédio que Weinstein.

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Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.