Dupla Explosiva vira pior líder de bilheterias do ano na América do Norte

Dupla Explosiva vira pior líder de bilheterias do ano na América do Norte

 

O rendimento das bilheterias dos últimos dias na América no Norte foi o mais baixo do ano, uma verdadeira catástrofe, a ponto de ser comparado ao desempenho do fim de semana posterior aos atentados de 11 de setembro de 2001, ocasião em que o líder fez US$ 8 milhões e a soma dos 12 filmes mais bem posicionados ficou em US$ 43,5 milhões.

Neste fim de semana, a melhor bilheteria foi US$ 10 milhões e o Top 12 somou US$ 49 milhões.

Em vez de atentado terrorista, a atenção do público se voltou para a transmissão televisiva de uma luta de boxe. Para dar ideia da dimensão do evento, o combate Mayweather vs. McGregor foi exibido em alguns cinemas e sua transmissão ficou entre as sessões mais concorridas, em 8º lugar. À frente de uma das estreias da semana.

Como se não bastasse, a ameaça do furacão Harvey também dividiu as atenções do público do sul dos Estados Unidos.

Com isso, nenhuma estreia se sobressaiu, e a bomba explosiva, ou melhor, “Dupla Explosiva”, manteve-se por duas semanas consecutivas em 1º lugar. Com dez dias de exibição, a comédia de ação estrelada por Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds fez US$ 39,6 milhões. E está se saindo até bem para um filme de baixo orçamento (US$ 29 milhões), que tem um diretor de filmes B (fez “Os Mercenários 3”), história batida (derivada de “Fuga à Meia-Noite”, de 1988) e foi execrado pela crítica (38% de aprovação no Rotten Tomatoes).

A distribuidora nacional ainda ajudou a estabelecer que se trata de um produto genérico ao batizá-lo justamente de “Dupla Explosiva”. O título original é “Hitman’s Bodyguard” (o guarda-costas do assassino profissional), mas, por falta de ideias, será o quarto “Dupla Explosiva” lançado no país – sem contar a série homônima. Chega aos cinemas brasileiros na quinta (31/8).

O terror “Annabelle 2: A Criação do Mal” manteve o 2º lugar. Com os US$ 7,3 milhões dos últimos três dias, atingiu US$ 77,8 milhões no mercado doméstico. Ou seja, o filme mais que se pagou após três fins de semana, uma vez que foi rodado por apenas US$ 15 milhões.

O sucesso também é internacional. Além de estrear em 1º lugar no Brasil no fim de semana passado, “Annabelle 2″ já soma US$ 215 milhões em todo o mundo.

A melhor estreia da semana foi a animação “A Bailarina”, produção franco-canadense que passou pelos cinemas brasileiros em janeiro. Abriu em 3º lugar, com US$ 5 milhões e críticas negativas (37% de aprovação no Rotten Tomatoes).

Mas os tomates mais podres foram reservados para “Birth of the Dragon”, aventura centrada numa luta da juventude de Bruce Lee, muito mal-recebida pela imprensa (27% de aprovação) e pelo público. Abriu apenas em 9º lugar, com US$ 2,5 milhões, e foi considerado um grande desperdício de premissa. Se chegar ao Brasil será em streaming ou vídeo.

BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte

1. Dupla Explosiva
Fim de semana: US$ 10 milhões
Total EUA: US$ 39,6 milhões
Total Mundo: US$ 39,6 milhões

2. Annabelle 2: A Criação do Mal
Fim de semana: US$ 7,3 milhões
Total EUA: US$ 77,8 milhões
Total Mundo: US$ 215 milhões

3. A Bailarina
Fim de semana: US$ 5 milhões
Total EUA: US$ 5 milhões
Total Mundo: US$ 63,2 milhões

4. Terra Selvagem
Fim de semana: US$ 4,4 milhões
Total EUA: US$ 9,8 milhões
Total Mundo: US$ 9,8 milhões

5. Roubo em Família
Fim de semana: US$ 4,3 milhões
Total EUA: US$ 15 milhões
Total Mundo: US$ 16 milhões

6. Dunkirk
Fim de semana: US$ 3,9 milhões
Total EUA: US$ 172,4 milhões
Total Mundo: US$ 412,1 milhões

7. Homem-Aranha: De Volta para Casa
Fim de semana: US$ 2,7 milhões
Total EUA: US$ 318,8 milhões
Total Mundo: US$ 737 milhões

8. Mayweather vs. McGregor
Fim de semana: US$ 2,5 milhões
Total EUA: US$ 2,5 milhões
Total Mundo: US$ 2,5 milhões

9. Birth of the Dragon
Fim de semana: US$ 2,5 milhões
Total EUA: US$ 2,5 milhões
Total Mundo: US$ 2,5 milhões

10. Emoji: O Filme
Fim de semana: US$ 2,3 milhões
Total EUA: US$ 76,4 milhões
Total Mundo: US$ 144,1 milhões

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna