Cinema do interior dos EUA não exibirá A Bela e a Fera em protesto contra personagem gay

Cinema do interior dos EUA não exibirá A Bela e a Fera em protesto contra personagem gay

 

Silas Malafaia não é único fundamentalista em guerra contra a “agenda gay” da Disney. O dono de um cinema “drive-in” do Alabama, considerado um dos Estados mais conservadores dos Estados Unidos, decidiu banir o filme “A Bela e a Fera” por não querer expor seus clientes a um novo personagem gay nas telas. O caso foi revelado pelo site da revista Variety.

A versão com atores de “A Bela e a Fera”, que estreia em duas semanas, “>retrata o ajudante LeFou, braço-direito do personagem Gaston, como um homossexual em conflito.

O dono do cinema ficou tão indignado que escreveu um manifesto no Facebook, no qual afirma que a decisão da Disney de incluir um personagem homossexual num filme infantil foi a gota d´água. Ele se recusa a “comprometer o que a Bíblia ensina”.

“Se não podemos levar nossa neta de 11 anos e nosso neto de 8 anos para ver um filme, não há negócio aí. Se eu não pode sentar para ver um filme com Deus ao meu lado, então não há porque exibir”, escreveu.

O empresário ressalta ainda que seu desejo é mostrar apenas “filmes saudáveis” sem sexo, nudez, homossexualidade ou qualquer linguagem considerada “chula”.

“A Bela e a Fera” chega aos cinemas logo após a Disney se envolver em outra polêmica, ao exibir nos Estados Unidos um beijo entre dois homens no desenho “Star vs. as Forças do Mal”, do Disney Channel – o que motivou o pastor brasileiro a se manifestar em vídeo e nas redes sociais, pedindo boicote contra “essa cambada”.

Com direção de Bill Condon (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”) e trazendo Emma Watson (franquia “Harry Potter”) como a Bela, a estreia do “filme gay” está marcada para o dia 16 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.

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Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.