La La Land e Jackie vencem principais prêmios do Festival de Toronto

La La Land e Jackie vencem principais prêmios do Festival de Toronto

 

Os filmes americanos “La La Land – Cantando Estações” e “Jackie” conquistaram os prêmios mais importantes do Festival de Toronto 2016.

O musical de Damien Chazelle (“Whiplash”), sobre amantes que perseguem seus sonhos em Hollywood, venceu o People’s Choice Award, a votação do público, que até 2014 era o principal prêmio do festival.

Desde o ano passado, Toronto também incluiu uma mostra competitiva, cujo vencedor é definido por um júri, como em todos os demais festivais de relevância internacional. Intitulada Plataforma, a competição de cinema mundial foi vencida este ano por “Jackie”, produção americana sobre a ex-Primeira Dama Jacqueline Kennedy, dirigida pelo chileno Pablo Larraín (“O Clube”).

Com o resultado, os dois filmes confirmam as primeiras impressões positivas de suas conquistas no Festival de Veneza, onde “Jackie” venceu o prêmio de Melhor Roteiro (para Noah Oppenheim) e “La La Land” rendeu a Copa Volpi de Melhor Atriz para Emma Stone. (leia mais: sobre os aplausos recebidos por “La La Land” no festival italiano e sobre o destaque veneziano de “Jackie”)

As produções que se destacam no festival canadense são tradicionalmente indicadas na disputa de Melhor Filme no Oscar, e muitas vezes faturam o prêmio máximo da Academia, casos de “Quem Quer Ser Um milionário?” (2008), “O Discurso do Rei” (2010) e “12 Anos de Escravidão” (2013), para ficar em exemplos recentes.

Aos 31 anos, Chazelle já tinha impressionado a Academia com “Whiplash: Em Busca da Perfeição” (2014), que venceu três Oscars no ano passado — Melhor Ator Coadjuvante (J.K. Simmons), Melhor Montagem e Melhor Mixagem de Som.

“Só o fato de fazer esse filme já é transformar um sonho em realidade”, disse o cineasta em um comunicado lido na cerimônia de premiação. “Vê-lo em conexão com o público de Toronto neste nível é profundamente gratificante”.

Aos 40 anos, Pablo Larraín já foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro por “No” (2013) e este ano pode emplacar uma dois filmes na competição, já que o Chile escolheu seu longa falado em espanhol “Neruda” como candidato do país à vaga de Melhor Filme Estrangeiro.

Mas “La La Land” e “Jackie” também devem destacar suas intérpretes no Oscar. Tanto Emma Stone quanto Natalie Portman, que representam respectivamente cada filme, são cotadas como favoritas ao troféu da Academia de Melhor Atriz.

Para completar, vale destacar ainda o vencedor da sessão da meia-noite, Midnight Madness, de onde saem alguns dos filmes mais cultuados do festival. Neste ano, deu “Free Fire” (veja o trailer), primeiro trabalho da atriz Brie Larson após vencer o Oscar de Melhor Atriz por “O Quarto de Jack”. Filme do já cultuado inglês Ben Wheatley (“High-Rise”), o filme acompanha um encontro clandestino entre criminosos, na Boston dos anos 1970, que descamba para um tiroteio generalizado.

Em seu 41º ano, o Festival de Toronto exibiu mais de 400 filmes. Confira abaixo a lista dos premiados.

Vencedores do Festival de Toronto 2016

Prêmio do Público – Melhor Filme de Ficção
“La La Land”, de Damien Chazelle

Prêmio do Público – Melhor Documentário
“I Am Not Your Negro”, de Raoul Peck

Prêmio do Público – Midnight Madness
“Free Fire”, de Ben Wheatley

Prêmio Plataforma
“Jackie”, de Pablo Larrian

Prêmio Plataforma – Menção Honrosa
“Hema Hema: Sing Me a Song While I Wait”, de Khyentse Norbu

Melhor Filme Canadense
“Those Who Make Revolution Halfway Only Dig Their Own Graves”, de Mathieu Denis e Simon Lavoie

Melhor Filme de Estreia Canadense
“Old Stone”, de Johnny Ma

Prêmio dos Críticos Internacionais da Seção de Apresentações Especiais
“I Am Not Madame Bovary”, de Feng Xiaogang

Prêmio dos Críticos Internacionais da Seção de Descobertas
“Kati Kati”, de Mbithi Masya

Prêmio do Programa Dropbox Discovery
“Jeffrey”, de Yanillys Perez

Melhor Curta
“Imago”, de Ribay Gutierrez

Melhor Curta Canadense
“Mutants”, de Alexandre Dostie

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna