Aquarius chega aos cinemas com classificação indicativa para 16 anos

Aquarius chega aos cinemas com classificação indicativa para 16 anos

 

O Ministério da Justiça liberou para menores o pênis de Kleber Mendonça Filho. O filme “Aquarius” recebeu uma nova classificação, diminuindo de 18 para 16 anos sua indicação etária. A nova classificação define os poucos segundos da aparição em cena de um pênis ereto numa sequência de orgia como “relação sexual intensa”. Antes, o relatório da pasta indicava “sexo explícito”.

A classificação foi alterada depois de uma reunião entre Silvia Cruz, sócia da distribuidora Vitrine Filmes, e o secretário nacional de Justiça e Cidadania, Gustavo Marrone, na quarta-feira (31/8), em Brasília. O pedido de reconsideração foi deferido nesta quinta e deve sair no Diário Oficial na sexta, mas os cinemas já estão recebendo um documento do Ministério informando sobre a mudança, de forma a aceitar o ingresso de menores.

Anteriormente, um pedido de reconsideração feito pela distribuidora Vitrine, para que a classificação caísse para 16 anos, foi indeferido em 22 de agosto.

“A cartilha que o Ministério usou para justificar a classificação de 18 anos não estava errada, mas lembrei que há atenuantes, como o fato de as cenas de sexo serem curtas e não serem o tema central do filme”, explicou Cruz ao jornal O Globo.

No Facebook, o diretor comemorou no tom de enfrentamento que vem mantendo desde que empunhou cartazes denunciando um “golpe de estado” no Brasil, durante o Festival de Cannes. “Justiça acaba de ser feita”, ele proclamou, como el Zorro, sem se alongar sobre o fim de um de seus argumentos para se apresentar (internacionalmente, inclusive) como vítima de perseguição política do “governo ilegítimo”.

Como a Vitrine Filmes optou pela busca de entendimento, a reação de Sílvia Cruz se deu em outro tom. “Como distribuidora, estamos muito felizes com a decisão”, ela resumiu.

Comente

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna