Festival do Rio 2016 anuncia programação nacional com Pequeno Segredo

Festival do Rio 2016 anuncia programação nacional com Pequeno Segredo

 

A organização do Festival do Rio anunciou a lista das produções brasileiras que integrarão sua programação de 2016.

A mostra competitiva Première Brasil terá 35 longas e 13 curtas, que concorrerão ao troféu Redentor em várias categorias. Este ano, a seleção concentra títulos de cineastas do próprio Rio de Janeiro e de São Paulo, com direito a novas obras dos já consagrados Andrucha Waddington, Eliane Caffé e Paulo Machline. Entre os documentários, o destaque é para “Curumim”, de Marcos Prado, que foi exibido no Festival de Berlim.

Mas as atenções devem se voltar aos filmes que terão exibição fora de competição, em especial para “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, que foi selecionado para representar o Brasil no Oscar 2017. A opção por uma projeção hors concour evita estrategicamente que o filme seja comparado a outros numa disputa nacional.

Outros títulos esperados em sessões não competitivas são “Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira, vencedor do Festival de Gramado, “Elis”, de Hugo Prata, premiado no Festival de Gramado, o documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, premiado no Festival de Cannes, e “O que Seria deste Mundo sem Paixão?”, novo longa do veterano Luiz Carlos Lacerda.

O festival também exibirá seis longas e quatro curtas na mostra Novos Rumos, quatro longas na Retratos Falados, dedicada a temas políticos e sociais, e fará duas exibições especiais: da cópia restaurada de “É um Caso de Polícia” (1959) e uma sessão comemorativa dos 15 anos de “Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho, um dos marcos da retomada do cinema brasileiro.

FILMES BRASILEIROS DO FESTIVAL DO RIO 2016

MOSTRAS COMPETITIVAS

Longas de Ficção
“Comeback” (Comeback), de Erico Rassi
“Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé
“Fala Comigo”, de Felipe Sholl
“Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira
“O Filho Eterno”, de Paulo Machline
“Redemoinho”, de José Luiz Villamarim
“Sob Pressão”, de Andrucha Waddington
“Vermelho Russo”, de Charly Braun

Longas Documentário
“Curumim”, de Marcos Prado
“Divinas Divas”, de Leandra Leal
“Luta do Século”, de Sergio Machado
“O Jabuti e a Anta”, de Eliza Capai
“Super Orquestra Arcoverdense de Ritmos Americanos”, de Sergio Oliveira
“Waiting for B.”, de Paulo Cesar Toledo e Abigail Spindel

Novos Rumos
“A Serpente”, de Jura Capela
“Deixa na Régua”, de Emílio Domingos
“Então Morri”, de Bia Lessa e Dany Roland
“Para Ter Onde Ir”, de Jorane Castro
“Talvez Deserto Talvez Universo”, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes
“Xale”, de Douglas Soares

Curtas
“Antonieta”, de Flávia Person
“Demônia – Melodrama em 3 atos”, de Cainan Baladez e Fernanda Chicolet
“Lápis Cor de Pele”, de Victória Roque
“O Estacionamento”, de William Biagioli
“O Ex-Mágico”, de Olimpio Costa e Mauricio Nunes
“O Homem da Raia do Canto”, de Cibele Santa Cruz
“Postegardos”, de Carolina Markowicz
“Se por Acaso”, de Pedro Freire

Curtas – Novos Rumos
“Sem título #3: E para que poetas em tempo de pobreza?”, de Carlos Adriano
“Janaina 0verdrive”, de Mozart Freire
“Love snaps”, de Daniel Ribeiro e Rafael Lessa
“Não me prometa nada”, de Eva Randolph

MOSTRAS NÃO COMPETITIVAS

Longas de Ficção
“Barata Ribeiro, 716”, de Domingos Oliveira
“Elis”, de Hugo Prata
“Pequeno Segredo”, de David Schurmann
“O que Seria deste Mundo sem Paixão?”, de Luiz Carlos Lacerda

Documentário
“Cinema Novo”, de Eryk Rocha
“Pitanga”, de Beto Brant e Camila Pitanga

Curta
“Os Cravos e a Rocha”, de Luísa Sequeira

Retratos Falados
“Entre os homens de bem”, de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros
“Galeria F”, de Emília Silveira
“Intolerância.doc”, de Susanna Lira
“Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex e Armando Mendz

Latina
“La Vingança”, de Fernando Fraiha

Fronteiras
“Kabadio – O Tempo Não Tem Pressa, Anda Descalço”, de Daniel Leitem
“Central”, de Tatiana Sager e Renato Dornelles

Tesouro Restaurado
“É um Caso de Polícia”, de Carla Civelli (1959)

Homenagem 15 anos
“Lavoura Arcaica”, de Luiz Fernando Carvalho (2001)

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna