Sem apoio federal, O Menino e o Mundo apela ao público por ajuda na disputa do Oscar 2016

Sem apoio federal, O Menino e o Mundo apela ao público por ajuda na disputa do Oscar 2016

 

O cineasta brasileiro Alê Abreu, que concorre a uma indicação ao Oscar de Melhor Animação por “O Menino e o Mundo”, lançou uma campanha de crowdfunding para divulgar seu filme e tentar conquistar os votos dos eleitores da Academia. A tarefa é inglória, pois o filme está concorrendo com produções de orçamentos milionários.

A campanha foi lançada no site Catarse, a primeira plataforma brasileira de financiamento coletivo online. A meta inicial é arrecadar R$ 100 mil que serão utilizados para ações de investimento em relações públicas, envio de DVDs e organização de sessões especiais para os votantes.

No primeiro fim de semana, as contribuições chegaram à 40% da meta inicial, mostrando o apoio do público brasileiro à iniciativa. Para ajudar, basta entrar no site oficial da campanha.

Mas… e o apoio das “autoridades”? É engraçado que o filme não conte com apoio do governo federal em sua campanha. Afinal, “Que Horas Ela Volta?”, indicado pelo Ministério da Cultura para disputar uma vaga no Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, recebeu aporte financeiro da Ancine de R$ 250 mil, para uso na fase inicial de sua divulgação internacional, visando obter uma indicação ao Oscar. Ou seja, gastou mais que o dobro do que pede “O Menino e o Mundo” sem chegar tão longe quanto o filme de Alê Abreu.

Até onde se saiba, “O Menino e o Mundo” é tão brasileiro quanto “Que Horas Ela Volta?”. Mas, em seu site oficial, a Ancine apenas “parabeniza o diretor Alê Abreu e toda a equipe do filme ‘O Menino e o Mundo’ pela indicação ao Oscar 2016 de melhor longa-metragem de animação”. Bacana, né?

Veja abaixo o vídeo em que Alê Abreu pede apoio para a campanha de “O Menino e o Mundo” no Oscar 2016.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna