Banda OK Go desafia a gravidade em clipe gravado num avião em queda livre

Banda OK Go desafia a gravidade em clipe gravado num avião em queda livre

 

A banda OK Go é famosa por seus vídeos de malabarismos coreográficos. Mas seu novo clipe vai muito além da dança sobre esteiras rolantes de “Here It Goes Again”, que ganhou o Grammy de Melhor Vídeo Musical em 2007. Assim como aquele, a nova aventura desafia a física e passa a impressão de ter sido gravada num take contínuo. A diretora também é a mesma, Trish Sie, irmã do cantor da banda. O detalhe é que, desta vez, tudo acontece em gravidade zero.

O vídeo de “Upside Down & Inside Out” foi gravado à bordo de um voo da S7 Airlines, em trajetória de queda livre, o que transmite a sensação de ausência de gravidade. A companhia aérea russa ajudou a treinar os músicos para a experiência e ainda cedeu duas comissárias de bordo para a gravação. As garotas que aparecem uniformizadas no vídeo não são bailarinas contratadas, mas funcionárias reais da S7 Airlines.

A coreografia desenvolvida pela diretora é repleta de coisas que voam pelo ar, como laptops, bolas, globos giratórios e balões cheios de tinta, mas a trajetória elíptica necessária para a queda livre dura apenas 21 segundos, de modo que tudo foi filmado e editado de forma hábil para esconder os cortes, criando a ilusão de uma tomada contínua de três minutos.

Esse tipo de voo é o mesmo usado pela NASA para treinar astronautas, e a forma como revira o estômago lhe rendeu o apelido sugestivo de “cometa do vômito”. Em entrevista para o site do RedBull, o cantor Damian Kulash confessou: “No começo, foi extremamente nauseante. A banda tomou remédios pesados contra náuseas e nenhum de nós vomitou, mas, como éramos entre 25 a 30 pessoas envolvidas na produção e o avião fez 20 voos, acho que vomitaram umas 58 vezes. Uma média de duas ou três pessoas por voo”.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna