• Alejandro Iñárritu e Leonardo DiCaprio de O Regresso - Melhor Diretor, Ator e Filme de Drama
  • Ridley Scott e os produtores de Perdido em Marte - Melhor Filme de Comédia
  • Brie Larson - Melhor Atriz de Filme de Drama
  • Jennifer Lawrence - Melhor Atriz de Filme de Comédia
  • Matt Damon - Melhor Ator de Filme de Comédia
  • Sylvester Stallone - Melhor Ator Coadjuvante de Filme
  • Kate Winslet - Melhor Atriz Coadjuvante de Filme
  • O compositor Jimmy Napes e o cantor Sam Smith - Melhor Canção de Filme
  • Oscar Isaac - Melhor Ator em Minissérie
  • Lady Gaga - Melhor Atriz de Minissérie
  • Taraji P. Henson - Melhor Atriz em Série de Drama
  • Jon Hamm - Melhor Ator de Série de Drama
  • Maura Tierney - Melhor Atriz Coadjuvante de Série
  • Christian Slater - Melhor Ator Coadjuvante de Série
  • O elenco e os produtores de Mr. Robot - Melhor Série de Drama
  • O elenco de Mozart in the Jungle - Melhor Série de Comédia
  • Gael Garcia Bernal - Melhor Ator de Série de Comédia
  • Rachel Bloom - Melhor Atriz de Série de Comédia

O Regresso é o grande vencedor do Globo de Ouro 2016

 
 

O Globo de Ouro 2016 entregou alguns prêmios irrelevantes na noite de domingo (10/1), conforme destacou o apresentador Ricky Gervais, que, entre suas várias piadas de baixo nível, aproveitou para destacar o formato anatomicamente adequado do troféu, “um pedaço de metal que alguns jornalistas senis distribuem para poder tirar selfies com famosos”. “Não tem importância nenhuma”, resumiu.

Quando a estatueta anatômica chegou nas mãos de Lady Gaga, premiada como Melhor Atriz em Minissérie, deu para ver que Gervais falava sério. Mas o ponto alto ainda viria na consagração do “hilário” (segundo Gervais) “Perdido em Marte”, que venceu dois prêmios como Melhor Filme de Comédia e Melhor Ator em Comédia (Matt Damon). Nas categorias de cinema, ele só foi superado por “O Regresso”, o grande vencedor da noite com três troféus: Melhor Filme de Drama, Melhor Ator em Drama (Leonardo DiCaprio) e Melhor Diretor de Drama (Alejandro González Iñárritu).

Claro que “O Regresso” é o filme a ser batido no Oscar, mas a premiação na categoria errada de “Perdido em Marte” foi basicamente uma homenagem a Ridley Scott, que, apesar de sua carreira bem-sucedida, nunca tinha sido premiado antes – ele levou o Globo como produtor da “comédia”. E este, de fato, foi o principal mote do Globo de Ouro 2016, uma cerimônia de homenagens.

As homenagens incluíram o troféu para Ennio Morricone, que segundo Quentin Tarantino, em seu discurso de agradecimento no lugar do compositor italiano, nunca tinha vencido um prêmio antes em Hollywood – não é verdade, já que o próprio Globo de Ouro o premiou pela trilha de “A Missão” em 1987, mas fazia tempo que ele não vencia.

Quem, de fato, nunca tinha sido premiado antes, Sylvester Stallone, vencedor como Melhor Ator Coadjuvante por “Creed”, foi mais aplaudido até que o homenageado oficial do evento, Denzel Washington, merecedor de um troféu pela carreira – que ele próprio pareceu não levar a sério.

Entre as séries, houve supervalorização de “Mozart in the Jungle”, premiada como Melhor Série de Comédia e Melhor Ator de Comédia (Gael Garcia Bernal), e “Mr. Robot”, também vencedora de dois prêmios: Melhor Série e Melhor Ator Coadjuvante – o que, por sua vez, propiciou homenagem a Christian Slater.

Assim, o Globo de Ouro manteve sua peculiaridade de tentar adivinhar tendências, ao reconhecer atrações em seus primeiros anos de produção, além de reverenciar intérpretes estreantes, como Lady Gaga e Rachel Bloom – premiadas como Melhor Atriz, respectivamente por “American Horror Story” e “Crazy Ex-Girlfriend”.

Por fim, a vitória de dois mexicanos, Bernal e Iñárritu, além do guatemalteco Oscar Isaac (pela minissérie “Show Me a Hero”), pode servir de dica para Wagner Moura afiar seu espanhol para o próximo ano, quando não enfrentará mais a concorrência de Jon Hamm, o homenageado na categoria de Melhor Ator, pela temporada final de “Mad Men”.

Outros prêmios, que incluem troféus para Jennifer Lawrence e Kate Winslet, servem mais para lembrar, como “brinca” Gervais, como o Globo de Ouro adora famosos. O evento é mesmo, no final das contas, um programa de TV obcecado em ter mais audiência e mais flashes de celebridades que o Oscar. E quando fãs derrubam redes sociais por um abraço entre “Leo e Kate”, trazendo à tona o “Titanic” na comemoração de suas vitórias, não há dúvida de que esse objetivo foi cumprido.

[symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos vencedores” state=”closed”]

Vencedores do Globo de Ouro 2016

CINEMA

Melhor filme de drama
O Regresso

Melhor ator em filme dramático
Leonardo DiCaprio – O Regresso

Melhor atriz em filme dramático
Brie Larson – O Quarto de Jack

Melhor diretor
Alejandro González Iñárritu – O Regresso

Melhor filme de comédia ou musical
Perdido em Marte

Melhor ator em comédia ou musical
Matt Damon – Perdido em Marte

Melhor atriz em comédia ou musical
Jennifer Lawrence – Joy: O Nome do Sucesso

Melhor ator coadjuvante
Sylvester Stallone – Creed: Nascido para Lutar

Melhor atriz coadjuvante
Kate Winslet – Steve Jobs

Melhor roteiro
Aaron Sorkin – Steve Jobs

Melhor animação
Divertida Mente

Melhor trilha sonora
Os 8 Odiados

Melhor canção original
“Writing’s On The Wall” – 007 Contra Spectre

Melhor filme estrangeiro
O Filho de Saul (Hungria)

TELEVISÃO

Melhor série dramática
Mr. Robot

Melhor série cômica
Mozart in the Jungle

Melhor ator em série dramática
Jon Hamm – Mad Men

Melhor atriz em série dramática
Taraji P. Henson – Empire

Melhor ator em série de comédia
Gael Garcia Bernal – Mozart In The Jungle

Melhor atriz em série de comédia
Rachel Bloom – Crazy Ex-Girlfriend

Melhor ator em minissérie ou telefilme
Oscar Isaac – Show Me A Hero

Melhor atriz em minissérie ou telefilme
Lady Gaga – American Horror Story: Hotel

Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Christian Slater – Mr. Robot

Melhor atriz coadjuvante em série, minissérie ou telefilme
Maura Tierney – The Affair

Melhor minissérie ou telefilme
Wolf Hall

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna