Novela O Rebu e Como Aproveitar o Fim do Mundo podem virar séries americanas

 

As redes americanas de televisão descobriram as produções da Rede Globo. Dois projetos, baseados em atrações do canal brasileiro, estão sendo desenvolvidos com a intensão de renderem séries. São adaptações da novela “O Rebu”, desenvolvida por Josh Schwartz e Stephanie Savage (criadores de “Gossip Girl”), e da série de comédia “Como Aproveitar o Fim do Mundo”, produzida por Corine Brinkerhoff e Ben Silvermann (produtores-executivos de “Jane The Virgin”).

Segundo o site Deadline, o canal ABC pretende transformar a novela numa série de suspense sob o título de “The Party”, enquanto o CW desenvolve a comédia, cujo piloto se chamará “No Tomorrow”. Ambos os canais já experimentaram sucesso com versões americanas de produções latinas, como “Ugly Betty” e a própria “Jane the Virgin”, mas será a primeira vez que adaptariam atrações brasileira.

A Globo confirma as conversas para exportar as produções, mas informa que “nada foi fechado ainda”. De acordo com a imprensa americana, os brasileiros querem crédito de coprodução, o que estaria emperrando as negociações.

“Como Aproveitar o Fim do Mundo” chegou a ser indicada ao Emmy Internacional em 2013. A série era estrelada por Alinne Moraes, Danton Mello e Nelson Freitas, e tinha como história central a ideia de que, segundo uma profecia maia, o mundo acabaria em 21 de dezembro de 2012. Durou oito episódios e foi cancelada na véspera da data em que o planeta “acabaria”.

Já “O Rebu” teve duas versões na TV brasileira – em 1974 e outra passada 40 anos depois, em 2014 – ambas exibidas no último horário de novelas da emissora – às 22h e 23h, respectivamente. Escrita por Bráulio Pedroso, a trama acompanhava a investigação de um assassinato durante uma festa. Toda a história acontece em 24 horas e coloca os 24 convidados e o anfitrião da festa na lista de suspeitos, até revelar, no último capítulo, a identidade do assassino.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna