Festival de Havana premia Sandra Kogut com troféu de Melhor Direção por Campo Grande

Festival de Havana premia Sandra Kogut com troféu de Melhor Direção por Campo Grande

 

O cinema brasileiro foi o grande vencedor do 37º Festival Internacional do Novo Cinema Latino-Americano de Havana. Embora o troféu de Melhor Filme tenha ido para o chileno “O Clube”, de Pablo Larraín, o Brasil foi o país que mais teve filmes premiados: cinco, no total.

A principal consagração individual foi para Sandra Kogut, que venceu o troféu de Melhor Direção por “Campo Grande”, filme sobre crianças abandonadas na porta de um prédio de classe média de Ipanema. “Campo Grande” ainda venceu o prêmio paralelo Signis, conferido por uma associação católica.

Além disso, o país também conquistou três prêmios especiais do júri, conferidos para a ficção “Boi Neon”, de Gabriel Mascaro, o documentário “A Paixão de JL”, de Carlos Nader, e a animação “Guida”, de Rosana Urbes. Completa a lista o Prêmio da Crítica para “Paulina”, coprodução com a Argentina, dirigida pelo argentino Santiago Mitre.

Tanto o cinema colombiano quanto o mexicano também tiveram bons desempenhos, com cinco troféus, mas divididos entre quatro produções – mais premiados, o mexicano “Te Prometo Anarquia” venceu como Melhor Roteiro (do cineasta Julio Hernández Cordón) e Ator (prêmio compartilhado por Diego Calva e Eduardo Eliseo Martínez), e o colombiano “O Abraço da Serpente” em duas categorias técnicas.

Por sua vez, o cinema argentino emplacou quatro troféus, com destaque para o Prêmio do Público, conferido a “O Clã”, atualmente em cartaz no Brasil.

[symple_toggle title=”Clique aqui para conferir a lista completa dos premiados” state=”closed”]

Vencedores do Festival de Havana 2015

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FICÇÃO

Prêmio Coral de Melhor Filme
O Clube (Chile)

Prêmio Especial do Júri
Boi Neon (Brasil)

Melhor Direção
Sandra Kogut, por Campo Grande (Brasil)

Melhor Atriz
Jana Raluy, por Sociedade Indiferente (México)

Melhor Ator
Diego Calva e Eduardo Eliseo Martínez, por Te Prometo Anarquia (México)

Melhor Edição
O Abraço da Serpente (Colômbia)

Melhor Trilha Sonora Original
O Abraço da Serpente (Colômbia)

Melhor Som
Yo (México)

Melhor Roteiro
Te Prometo Anarquia (México)

Melhor Fotografia
Luz Incidente (Argentina)

Melhor Direção de Arte
Luz Incidente (Argentina)

Prêmio do Público
O Clã (Argentina)

Prêmio da Crítica
Paulina (Argentina/Brasil)

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DIRETORES ESTREANTES

Melhor Primeiro Filme
Desde Allá (Venezuela)

Prêmio Especial do Júri
Magallanes (Peru)

Prêmio Coral de Contribuição Artística
Mãos Sujas (Colômbia)

DOCUMENTÁRIOS

Melhor Longa
Casa Blanca (Cuba)

Melhor Curta
Tripido (Colômbia)

Prêmio Especial do Júri
A Paixão de JL (Brasil)

Menção Honrosa
Los Impunes (França)

ANIMAÇÕES

Melhor Média
Las Aventuras de Juan Quin Quin (Cuba)

Melhor Curta
Los Ases del Corral (México)

Prêmio Especial do Júri
Guida (Brasil)

CURTAS

Melhor Curta
La Nube (Cuba)

Menção Honrosa
Camino del Agua (Colômbia)

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna