Crítica: Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeo encontrados

Crítica: Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeo encontrados

 

Protagonistas de filmes de terror não são os seres humanos mais inteligentes da face da Terra, mas Michael King, personagem de Shane Johnson (série “Power”) em “Possessão do Mal”, bate o recorde em termos de estupidez.

Após a morte da esposa, ele resolve provar para o mundo que nem Deus ou o Diabo existem sob o Sol. Para isso, ele passa a documentar e participar de diversos rituais obscuros e bizarros. Como todo mundo imagina, isso não vai muito certo.

O filme é mais um prego no caixão do estilo “found footage” (dos vídeos encontrados), esquecendo frequentemente do formato e fazendo a gente acreditar que, mesmo possuído pelo coisa-ruim, King ainda se preocuparia em filmar e editar sua obra para a posteridade. No mais, sobram cenas genéricas do protagonista sendo puxado para trás, pegando fogo, fazendo contorcionismo e desenhando pentagramas em si mesmo. Nem o cachorro da família escapa.

Contando com alguns momentos hilários no melhor estilo “Um Espírito Baixou em Mim” (1984), o filme ainda conta com uma conclusão que plagia “O Exorcista” (1973) sem a menor vergonha.’,’Crítica: Possessão do Mal é prego no caixão dos terrores de vídeos encontrados

 

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Márcio L. Santos é jornalista full time, crítico de cinema nas horas vagas e cinéfilo desde sempre. Tem o hábito de ver pelo menos um filme por dia. Ou um episódio de série. Ou os dois.