Angelina Jolie pode estrelar o remake de A Noiva de Frankenstein

 

A atriz Angelina Jolie pode estrelar o remake de “A Noiva de Frankenstein”, clássico de terror lançado em 1935. A informação aparece num ensaio da revista The Hollywood Reporter, durante a análise do prejuízo causado por “À Beira Mar”, filme escrito, dirigido e estrelada pela estrela com financiamento do estúdio.

Segundo a publicação, “À Beira Mar” deve dar um prejuízo de US$ 40 milhões, após o estúdio dar liberdade completa para Jolie determinar cada detalhe da produção, inclusive o marketing, apontado como equivocado por produzir pôsteres “artísticos” e minimizar o apelo comercial da união de dois dos astros mais quentes de Hollywood, o casal Angelina Jolie e Brad Pitt.

A Universal teria bancado o projeto na tentativa de manter um relacionamento com a estrela, visando escalá-la em seu próximo projeto prioritário. Este projeto seria “A Noiva de Frankenstein”. Embora não haja contrato assinado, o estúdio deve sugerir gentilmente a existência de um compromisso moral para contar com Jolie.

Os planos do remake estão em desenvolvimento desde 2009. Na época, Neil Burger (“Divergente”) foi cotado para a direção, mas não há informações sobre se ele continua envolvido no projeto, que fará parte do universo cinematográfico de monstros da Universal, planejado pelos roteiristas Alex Kurtzman (“Além da Escuridão – Star Trek”) e Chris Morgan (“Velozes & Furiosos 7”) para integrar todos as criaturas do estúdio.

O filme original, dirigido por James Whale, mostrava a tentativa do Dr. Frankenstein para criar uma companheira para seu monstro. O resultado marcou época, assim como o penteado da atriz Elsa Lancaster. Considerado o melhor de todos os filmes góticos da Universal, “A Noiva de Frankenstein” acabou inspirando várias refilmagens, sendo a mais famosa “A Prometida” (1985) em que o cantor Sting deu vida a Jennifer Beals. Mais recentemente, a 2ª temporada da série “Penny Dreadful” referenciou a mesma trama.

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Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna